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Olinda em poucas horas

Viagens para Porto de Galinhas, Carneiros e certamente Recife pedem uma passadinha na querida Olinda, cujo nome parece vir sempre acompanhado das expressões “Carnaval”, “bonecos gigantes” e “cidade histórica”. Mas a vizinha de Recife, claro, tem outras belas alegorias – para ficarmos na analogia carnavalesca.

A partir do centro da capital pernambucana percorra cerca de 33 quilômetros de carro e você estará na Sé, o ponto mais alto de Olinda. E que vista! Se você não dá bola para as construções coloniais e igrejas – que eu particularmente adoro – vá pelo menos pela incrível paisagem da montanha verde descendo sobre o mar azul.

O assédio de “guias turísticos” é grande, como em todos os pontos de interesse do Nordeste. Segui meu instinto e acertei ao contratar o João Batista, que nos levou por um tour a pé em troca de uma caixinha.

Caminhar é a melhor forma de conhecer todos os detalhes e entrar no clima da cidade. João Batista conhecia bem as ruas e, o percurso que parecia não ter fim, se tornou gostoso de andar. Mas atenção: se você não tem pique ou estiver acompanhado de crianças ou idosos, aborte a ideia e circule de carro – é um sobe-e-desce que só.

A seguir, confira os pontos que visitamos em aproximadamente três horas de passeio:

IGREJA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA

Começamos o giro por esta igreja fundada em 1535 onde até hoje funciona o seminário de padres de Olinda. Por ainda abrigar os estudantes, o local fica fechado e é possível apenas tirar fotos. Mas o que vale a pena é a vista do marzão azul e das casinhas e igrejinhas da cidade.

Visitar a Igreja de Nossa Senhora da Graça vale a pena pela vista do ponto mais alto de Olinda
A Igreja de Nossa Senhora da Graça fica no ponto mais alto de Olinda, que é uma cidade sobre colinas

 

IGREJA DA SÉ

Esta é a igreja matriz da cidade, construída em 1548. Apesar de ter sofrido um incêndio causado pela invasão holandesa em meados de 1600, o local foi restaurado e está bem conservado. Os pontos altos de lá são os altares laterais banhados a ouro, o túmulo do arcebispo de Recife e Olinda Dom Helder Câmara e o teto feito todo em madeira. Dentro da igreja fica um senhor que sabe muito da história do local. Se puder, fique para ouvir suas narrativas, que são bastante interessantes. Ah, vá até o pátio da igreja e se deslumbre, mais uma vez, com a vista.

Um dos altares banhados a ouro, o teto todo feito de madeira e a geral da matriz de Olinda
Um dos altares banhados a ouro, o teto todo feito de madeira e a fachada da matriz de Olinda

 

MERCADO DA RIBEIRA

Se você não quiser, ou como nós, não tiver tempo de entrar no museu do Mamulengo, neste mercado dá para ter uma boa ideia de como são os bonecões tão tradicionais no Carnaval da cidade. O espaço dispõe de objetos típicos do frevo, como as sombrinhas e máscaras. Não é preciso pagar para entrar e usar os adereços para fotos, eles apenas pedem uma contribuição para manter o espaço.

Ah! No mesmo local há algumas lojinhas com artesanatos da região bem baratos.

No espaço dá para ver os bonecões de perto e ainda tirar fotos com os acessórios tradicionais do carnaval de Olinda
No espaço dá para ver os bonecões de perto e ainda tirar fotos com os acessórios tradicionais do Carnaval de Olinda

 

MOSTEIRO DE SÃO BENTO

Para quem é de São Paulo e/ou conhece o Mosteiro paulistano, o nome e a estrutura são familiares. Construído em 1586, no espaço funcionou a primeira escola de Direito do país, e seu altar é muito bonito e cheio de detalhes revestidos em ouro. É interessante também observar que há um Cristo crucificado em tamanho real no coro da igreja que está virado de costas para o altar. Nosso guia nos explicou que ele está assim por causa dos escravos que queriam assistir à missa, mas não podiam entrar na igreja.

O belíssimo altar do Mosteiro de São Bento, o Cristo virado de costas e a visão geral da primeira escola de direito do Brasil
O belíssimo altar do Mosteiro de São Bento, o Cristo virado de costas e a visão geral da primeira escola de Direito do Brasil

 

IGREJA DE SÃO PEDRO APÓSTOLO
Mesmo quem não entende nada de arte barroca e/ou não costuma frequentar igrejas, ao entrar no lugar já nota diferenças de outras construções. João Batista nos explicou que esta é a única igreja da cidade que sofreu influências holandesas na construção do altar, que parece uma arte 3D.
O legal de visitá-la, além da arte do altar é que, ao seu lado, está a casa mais antiga de Olinda, onde hoje funciona um restaurante.

A igreja de São Pedro apóstolo traz a influência holandesa no design do altar, que parece #D. Ao lado fica a casa mais antiga da cidade
A igreja de São Pedro Apóstolo traz a influência holandesa no design do altar, que parece 3D. Ao lado, fica a casa mais antiga da cidade

 

CONVENTO DE SÃO FRANCISCO
Este foi o primeiro estabelecimento franciscano no país, construído em 1585 e composto da igreja principal, uma sacristia e duas capelas (uma delas com lindos azulejos portugueses nas paredes). O bacana do lugar é olhar para o alto, que me fez lembrar o famoso teto da Capela Sistina na Itália, já que é todo feito de pinturas. Vale a visita e também não custa nada para entrar.

Uma das capelas do Convento de São Francisco tem o teto todo feito de pinturas à óleo. Me lembrou a Capela Sistina
Uma das capelas do Convento de São Francisco tem o teto todo feito de pinturas a óleo. Me lembrou a Capela Sistina

 

ONDE COMER
Nosso tour acabou no Convento de São Francisco e, depois de três horas andando embaixo do sol, estávamos mortos de fome. Todos por lá falam das maravilhas do restaurante Oficina do Sabor, que o A+V já conheceu e garante que é uma experiência gastronômica inesquecível, mas acabamos optando por algo mais em conta, o Olinda Art&Grill, ao lado da Igreja da Sé e que tem uma vista linda da cidade.

Pedimos um prato tradicional com carne de sol, feijão de corda, macaxeira, salada e um pirão de queijo que até hoje sentimos saudades de tão gostoso. Custou cerca de R$ 90 e serviu três adultos esfomeados. Aprovado.

O Olinda Art&Grill tem comida bem servida, gostosa e com preços honestos
O Olinda Art&Grill tem comida bem servida, gostosa e com preços honestos

Fotos: Larissa Palmer e Prefeitura de Olinda/Creative Commons

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Amazônia com conforto: conheça o Mirante do Gavião

Ir para um lugar como a Amazônia significa, claro, uma aproximação intrínseca com a natureza, se sentir parte dela, contemplar quem somos na essência. Mas como fazer isso se nos tornamos, muitas vezes, bichos da cidade que, sim, amam o verde, as paisagens e os animais, mas não suportam insetos, calor úmido e, deus-nos-livre, camping?

Ao planejar uma viagem para conhecer a floresta, eu, urbana que sou e desacostumada com a natureza em estado bruto, buscaria certamente um hotel que me proporcionasse bastante conforto, mas que estivesse totalmente em harmonia com o lugar onde se encontra. Isto é, teria de adotar o máximo de práticas sustentáveis possíveis e ao mesmo tempo proporcionar aos hóspedes uma experiência genuína, profunda, sem isolá-lo dentro de um palácio luxuoso.

Por isso, as fotos da Pousada Mirante do Gavião me chamaram a atenção. Trata-se de um pequeno empreendimento hoteleiro (apenas sete acomodações) em Novo Airão, a 200 km de Manaus.  A cidade é base para conhecer os parques nacionais de Anavilhanas e do Jaú, na região do Rio Negro.

A arquitetura contemporânea e de muita personalidade se mistura com a mata que a emoldura. Quem a assina é uma profissional europeia, Patricia O´Reilly, especialistas em projetos sustentáveis. Para construir os chalés foi usada a mesma técnica que a comunidade ribeirinha desenvolveu – e passa de pai para filho – para construir seus barcos.

O mirante do gavião foi construído por uma arquiteta que usou a beleza da natureza para exaltar o projeto
O Mirante do Gavião foi construído por uma arquiteta especializada em projetos sustentáveis que usou, é claro, a beleza natural para exaltar a construção

 

As construções repousam acima da clareira onde se encontram, como palafitas, assim a natureza pode continuar crescendo sem barreiras, sem impermeabilização do solo.

No dia a dia, o sol aquece a água e ilumina por entre vidros e janelas. Durante a noite, é sua energia que clareia. Os ventos cruzados são aproveitados, substituindo o ar-condicionado. E são águas pluviais que saem das torneiras.

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, Além de estilosas e confortáveis, as acomodações deste hotel de selva são amigas da natureza

 

O impacto social também é uma preocupação, e os sócios empregam os locais.  “Criamos empregos em uma região carente. Muitos funcionários estão com registro em carteira pela primeira vez. São pessoas da cidade e que recebem boa parte do treinamento conosco”, conta Ruy Tone, da agência Expedição Katerre, proprietária da pousada.

Para mais detalhes sobre a pousada, tarifas e contato, clique aqui.

Fotos: Thaís Antunes/Divulgação

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Especial Halloween: os passeios mal assombrados do mundo

Há alguns anos, o Halloween virou festa brasileira também, “trick or treat” se tornou “gostosuras e travessuras” e as fantasias de bruxa, fantasma e vampiro tomam as escolas no 31 de outubro. Mas a cultura Halloween no Hemisfério Norte, principalmente nos Estados Unidos e no Reino Unido, é bem mais rica. Existem as abóboras escavadas com velas dentro (as chamadas Jack-o’-lanterns), brincadeiras como tirar maçãs de uma bacia de água sem usar as mãos, e exibições sing-along do musical “Rocky Horror Picture Show”, entre várias outras tradições.

Para os turistas que curtem esse clima, algumas cidades antigas e cheias de história costumam ter atrações que combinam com o astral creepy durante o ano todo. São tours, em geral feitos a pé, por lugares onde eventos estranhos ou assustadores aconteceram no passado, ou que simplesmente têm fama de assombrados. Confira.

 

INGLATERRA

Com as vielas escuras das partes mais antigas da City e East London, o tradicional fog e o imaginário de mistério criado na era vitoriana, a capital inglesa está cheia de oportunidades para se arrepiar. O Haunted London, por exemplo, é um walking tour em que o guia abusa do tom sombrio para contar, entre outras, histórias ligadas à grande praga do século 17 — como a que diz que os corpos da época foram espalhados pelas ruas, e encontrados anos depois nas escavações da construção do metrô.

Diariamente, 19h30, metrô Monument (saída Fish Street Hill). Preço: 9 libras

Ele não foi bruxo nem fantasma, mas tem personagem mais perfeito para o Halloween do que Jack, o Estripador? Donald Rumbelow, um dos maiores especialistas da história do serial killer, conduz um passeio que recria o cenário dos crimes ocorridos em 1888, passando pelas ruas onde ocorreram os assassinatos. Confira aqui o site do passeio.

Dois dos lugares onde, provavelmente, Jack não brincou em serviço
Dois dos lugares onde, provavelmente, Jack não brincou em serviço

 

Diariamente, 19h30, Metrô Tower Hill. Preço: 9 libras.

Pela capital inglesa, ainda é possível participar do Ghost Bus Tour, um passeio que leva os visitantes a todos os pontos da cidade com características assustadoras, a bordo de um ônibus pintado de preto e recheado de pegadinhas que assustam os participantes.

O Ghost Bus, devidamente equipado com histórias e pegadinhas para te assustar
O Ghost Bus, devidamente equipado com histórias e pegadinhas para te assustar

 

Diariamente, 19h30 e 21h, Northumberland Avenue, ao lado da Trafalgar Square. Preço: 21 libras para adultos e 16 para crianças

 

ESCÓCIA

Edimburgo, a capital da Escócia, coleciona uma série de histórias tenebrosas, herança da idade média. Quando estiver por lá, tome coragem e não deixe de fazer um dos tours oferecidos. A maioria dos passeios leva para dar uma voltinha na parte velha e medieval da cidade. Edimburgo tem tanta – má – fama que existem até passeios noturnos que não são indicados para crianças.

Se você já considerava as catacumbas de Edimburgo sombrias, espere até conhecer a real história delas
Se você já considerava as catacumbas de Edimburgo sombrias, espere até conhecer a real história delas

 

Os tours são realizados pelas empresas Mercat Tours, Auld Reekie e Black Hart. Preços e saídas podem ser encontrados nos respectivos sites. No verão (julho e agosto) recomendamos fazer reserva.

Os participantes aprendem sobre o passado obscuro e assustador de Edimburgo
Os participantes aprendem sobre o passado obscuro e assustador de Edimburgo

 

ESTADOS UNIDOS

Você já ouviu falar das Bruxas de Salem? A famosa condenação coletiva por bruxaria, retratada no filme de 1996 “As Bruxas de Salem”, aconteceu há séculos atrás, mas a cidade localizada em Massachusetts, Estados Unidos, respira este evento até hoje. Você enxerga bruxaria em todos os cantos de Salem, das ruas até as inúmeras lojinhas que vendem absolutamente tudo o que as bruxas possam querer, como chapéus, vassouras e ingredientes para poções.

Além de museus espalhados pela cidade, costumam acontecer por lá algumas encenações dos julgamentos que ocorreram entre 1692 e 1693. Nesta paranoia de bruxaria, 200 pessoas foram executadas e hoje existe um memorial composto de 20 bancadas de granito chamado Witch Trials Memorial. Por lá, você confere os nomes das vítimas, data e forma da morte. Se quiser mais, experimente uma visitinha ao Peabody Essex Museum, onde estão armazenados os documentos das execuções.

As encenações que acontecem na cidade. O museu das bruxas. O monumento aos enforcados. A venda de todos os produtos que as bruxas possam precisar
As encenações que acontecem na cidade. O museu das bruxas. O monumento aos enforcados. A venda de todos os produtos que as bruxas possam precisar

 

Se optar por um tour, vários são disponibilizados na cidade. Você pode conferir quais são e o que oferecem nesse site.

Dica A+V: Se você não quiser se hospedar em Salem, Boston fica a apenas 30 km.

 

ROMÊNIA

Ir para a terra de Drácula e não visitar seu castelo é como ir a Roma e não ver o Papa. O personagem do livro de Bram Stoker, escrito em 1897, foi inspirado em um homem chamado Vlad Tepes, que governou a Romênia há mais de 400 anos. Se não bastasse o legado que deixou, ainda é possível visitar o castelo onde viveu, localizado na comuna de Bran, fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia, a 188 Km da capital romena, Bucareste. Passear por lá significa entrar nos cômodos, ver toda a mobília e aprender mais sobre a atmosfera desta história tão famosa.

Detalhes do humilde castelo do dentuço
Detalhes do humilde castelo do dentuço

 

Neste site você confere os horários de visitação e preços dos ingressos.

Se desejar mais da Romênia, experimente uma visitinha à floresta Hoia-Baciu, no condado de Cluj, famosa por atividades paranormais, assassinatos de camponeses e aparições de extraterrestres. Fica a 449 km da capital.

Hoia-Baciu, famosa por fenômenos paranormais e assassinatos
Hoia-Baciu, famosa por fenômenos paranormais e assassinatos

 

BRASIL

Centro, Avenida Paulista, 25 de Março é para os fracos. Imagine, quando em São Paulo, fazer uma visitinha ao cemitério da Consolação ou ao edifício Joelma, célebre pelo incêndio que matou mais de 180 pessoas em 1974. Experimente o tour “SP Além dos túmulos” que leva aos pontos mal assombrados de São Paulo a bordo de um ônibus devidamente decorado com teias de aranhas e cortinas escuras.

Você sabia que no bairro da Bela Vista existe uma casa onde, dizem, vaga o espírito de uma senhora que tinha problemas mentais? E que o Teatro Municipal tem seu próprio fantasma da ópera, que causou a demissão de vários funcionários amedrontados? Essas, e mais informações macabras da cidade, você aprende neste tour, que passa também pelo edifício Martinelli, castelo da Rua Apa, palco da misteriosa morte de três pessoas de uma família da aristocracia paulistana, e pelo Beco dos Aflitos, primeiro cemitério construído na cidade para enterrar pobres e condenados pela justiça. O passeio termina no cemitério da Consolação, onde estão enterradas personalidades como Monteiro Lobato e Tarsila do Amaral.

Alguns dos pontos visitados no tour: Cemitério da Consolação, Castelo da rua Apa, Beco dos Aflitos e edifício Joelma
Alguns dos pontos visitados no tour: Cemitério da Consolação, Castelo da rua Apa, Beco dos Aflitos e edifício Joelma

 

O tour é feito pela empresa Grafitt e custa aproximadamente R$ 35.

Imagens: Berit Watkin, Rudi, Fábio Lopes, Camila Santana, Renata Miyagusku, Hélio Jr. Bertolucci/Creative Commons, Jared Charney, Big Baz Signs, Roger Conant, Jasmine Gordon, Mercat Tours, Romanian National Tourist Office, Hoia Baciu Forest/Divulgação

 

 

Hortênsias no Horto Florestal

Campos do Jordão rima com verão, dã!

Detesta muvuca, já passou da fase das baladas e odeia show-off, por consequência, não suporta Campos do Jordão. Esta sou eu e sei que não sou a única. 

Mas veja bem, nós não queremos Campos do Jordão entre maio e agosto, na “alta”, quando marcas e mais marcas fazem ações de marketing por qualquer lado que você olhe, o trânsito entope Capivari e todo aquele clima “Floradas na Serra” vai pra cucuia.

Resolvemos dar uma chance para Campos no verão. Apesar do friozinho que faz parte do charme da cidade só dar as caras em algumas noites, e mesmo assim de forma amena (a temperatura mínima no nosso fim de semana foi 15oC), as atividades outdoors fazem o passeio valer muito à pena. Fora os preços dos hotéis, bem mais em conta.

Fomos a família toda – três crianças inclusive – passar um fim de semana de janeiro na serra e não faltou o que fazer!

Horto Florestal

É dos passeios mais clássicos para quem está na cidade a fim de curtir a natureza. Tem trilhas de todos os níveis – até para quem não gosta de trilha. As crianças amaram as pontes-pênsil sobre os riachos que cortam o parque.

Tirolesa e Arvorismo

Parece até uma certa praga. Onde quer que você vá que haja duas árvores fortes o suficiente para aguentar um cabo de aço, há uma tirolesa em Campos do Jordão. São muitos também os circuitos de arvorismo. E ainda tem arco-e-flecha, cavalo, quadriciclo, etc. O lugar clássico para esse tipo de prática é o Tarundu. Mas recomendo muito a tirolesa que fica quase no Pico do Itapeva, à beira da estrada. Sobrevoando um belo lago, você tem uma vista incrível.

Borboletário Flores que Voam

O nome poético e a ideia de entrar em uma estufa onde se caminha por entre dezenas e dezenas de borboletas coloridas nos atraiu imediatamente. O preço é salgado, as borboletas eram pouco variadas e de tamanho pequeno, mas ainda assim foi legal vê-las tão de perto.

Hotel Toriba

Mesmo que você esteja hospedado em outro lugar – a rede hoteleira da cidade não para de crescer e há lugares bem charmosos – passar um fim de tarde no tradicional Hotel Toriba é um programão. A vista do por do sol entre as araucárias é imperdível, mas tem mais: o chá da tarde no terraço, uma massagem relaxante – ou revigorante – no spa L´Occitane – e, para os pequenos, o quase histórico escorregador de madeira que liga o térreo ao subsolo do hotel. Para ter uma ideia, meu marido e meu cunhado – quarentões – brincaram nele na infância. Encerre o dia com o fondue do Toribinha, restaurante anexo ao hotel. Pode não estar geando do lado de fora, mas a decoração transporta a gente para uma cabana nos Alpes. O serviço é atencioso e o fondue de queijo é dos melhores que comi na vida, feito com os queijos gruyère e emmenthal, uma dose de kirsch e uma boa pitada de noz moscada.

Maria-fumaça

O trem turístico liga os bairros de Abernéssia e Capivari. A Estrada de Ferro de Campos do Jordão tem 100 anos, foi criada pelos sanitaristas Emilio Ribas e Victor Godinho com o objetivo inicial de transportar os doentes que iam tratar os males respiratórios na Serra da Mantiqueira. Há também passeios para as vizinhas Santo Antonio do Pinhal e Pindamonhangaba.

Quem tem mais dicas de atividades em Campos do Jordão no verão? Conseguir uma mesa no Baden Baden é fácil? Como é o parque Amantikir? E a Quinta da Baroneza, o Museu da Xilogravura? O Palácio do Governo é uma boa pedida nessa época? Deixe sua dica aí abaixo.

Maceio com criança

Maceió com criança

Era novembro e todos os paraísos da costa brasileira estavam com a lotação praticamente esgotada para o Réveillon. O que fazer? Depois de um semestre estressante, eu queria Nordeste, eu queria pé na areia, eu queria sombra e água de coco fresca.

Meus lugares desejados estavam com preços estratosféricos – Carneiros (PE), São Miguel do Gostoso (RN) – e/ou ficavam completamente descaracterizados pelo agito do fim do ano – Trancoso (BA), Fernando de Noronha (PE), São Miguel dos Milagres (AL).

Resolvi seguir a dica do Ricardo Freire de como encontrar o menor “susto-benefício” no Ano-Novo e me mandei para uma capital nordestina. Uma cidade com mais estrutura tinha vantagem extra para mim: estaria com minha filha, que tinha menos de dois anos.

A escolhida foi Maceió. O marzão verde esmeralda, os bons restaurantes, a vista das jangadas estacionadas na areia e a simpatia alagoana compensaram os bares de praia enormes (alguns de dois andares!) repletos de guarda-sóis da Nova Schin (ou da Skol) e ao som de música brega que ocupam quase todas as praias no raio de 50 km da cidade.

A minha seleção para curtir Maceió de modo tranquilo para adultos e divertido para os pequenos:

Hotel

OK, o Radisson Maceió é um hotel de rede e por princípio e gosto preferimos uma experiência hoteleira com mais personalidade. Mas este é o melhor hotel da orla urbana, com serviço impecável, bom restaurante, piscina para adultos e crianças e kids´ club. Era a dose perfeita de conforto e praticidade que procurávamos. Para completar, tem um lago de carpas na entrada, e as crianças podem alimentar os peixes com ração fornecida na recepção. Minha filha amou.

Com crianças, há sempre a opção dos resorts com programação de atividades (o que não tem no Radisson). Não faz muito o meu gênero, mas se fizer o seu, atenção: estão na moda as pool parties (importadas de Las Vegas?) e em vários hotéis as piscinas são tomadas por festas com muita bebida e música eletrônica em pleno fim de tarde na alta temporada, o que praticamente expulsa as famílias da área.

Restaurante/bar

O Divina Gula é uma delícia. Vários ambientes decorados com charme, varanda gostosa, comida variada com toque mineiro e parquinho ao ar livre para as crianças. Peça o queijo coalho na chapa com pipoca de alho e pão de alho.

Sorvete

A Bali é a mais tradicional, mas a sorveteria com a maior variedade de sabores regionais é definitivamente a Delícias do Cerrado. É uma curtição descobrir frutas que só ouvimos falar nas letras de músicas de Alceu Valença, Gilberto Gil ou Djavan (alagoano!). Você pode ficar no abacaxi, coco ou caju, mas que tal se aventurar com bocaiúva, guavira, jaca, graviola, jatobá, buriti e coco de guariroba, hein?

Banho de mar

O melhor banho de mar é em Barra de São Miguel. Os recifes seguram as ondas e transformam as águas em uma piscina calminha no trecho onde fica o bar Praêro. A melhor estrutura para as crianças é a do beach club Hibiscus, na praia de Ipioca. A entrada é paga.

Jangada

Tem jangada no mar de Maceió. Essa é uma das marcas registradas da capital. O passeio sai da Pajuçara, a praia em frente ao Radisson (e a vários outros hotéis), e acontece na maré baixa, quando se formam piscinas naturais a poucos quilômetros da costa. Chegando lá, o clima é farofento, mas a oportunidade de andar nesse tipo de barco à vela, rústico e artesanal, vale muito.

Quem tem mais dicas de Maceió com crianças? Outro hotel bacana? Restaurante? A cena gastronômica da capital alagoana é bem interessante, não?