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The Breakers

Resort perfeito existe?

Resorts nunca me atraíram. Viagens em que o hotel é a principal atração iam contra o meu conceito de viajante, que sempre foi conhecer paisagens, culturas, pessoas diferentes, ter experiências que me tirem da minha bolha, do meu universo particular.

Mas esse pensamento suavizou quando embarquei na vida adulta para valer. Quando você passa o ano todo dormindo menos do que precisa ou gostaria, tem pouquíssimo tempo para si mesma e muitos itens na agenda para se preocupar, lembrar e executar, intercalar uma ida à Macchu Picchu e outra à Praga com uma escapada sem mapa, sem roteiro, só cuca fresca e alguns mimos, começa a soar interessante – muito interessante.

E quando você tem crianças, então, aí é quase impossível fugir dos resorts. Entretê-las o dia todo durante todo o período de férias é cansativo. Ter a ajuda de uma ou mais piscinas, sala de jogos, quadra, playground e equipe de recreadores, entre outras atrações, é tudo que você deseja.

 

Vista aérea de Palm Beach
Vista aérea Precisei virar mãe para me render – apenas na teoria, por enquanto – aos encantos de um beach resort

 

Então, é isso. Eu já não torço o nariz para resorts e, na verdade, até sonho com um feriado prolongado em uma espreguiçadeira diante de uma piscina gigante com serviço de bar.

E aí você me pergunta, para quantos resorts você já foi? Respondo: nenhum. Sabe porquê? Já que a hospedagem vai ser o motivo único da viagem, eu quero ir para o resort perfeito – pelo menos, perfeito para mim. Isso significa:

  1. Tô fora de all inclusive
    Assistir a uma turma exagerando na cerveja e no uísque e passando mal dentro da piscina não é o meu ideal de férias. E eu sou mais da qualidade do que da quantidade em muitas questões, mas, principalmente, na bebida e na comida.
  1. Recreação para adultos, nem pensar
    Monitor me puxando para a aula de lambaeróbica também não está nos meus planos.
  1. Não pode ser totalmente voltado para crianças
    Desculpe a arrogância, mas se eu quisesse tomar café da manhã com personagens, iria para a Disney. As férias também são minhas!
  1. Não custar mais caro que uma viagem à Disney
    Encontrar bom gosto, boas instalações, bom serviço, boa comida, e ainda achar um preço justo é, talvez, o maior desafio nessa lista.
 Será que eu encontrei?

Recentemente, eu fiquei com vontade de conhecer um resort que parece se encaixar nos meus requisitos: o The Breakers, em Palm Beach, na Flórida. Por que esse hotel a pouco mais de uma hora de Miami me parece promissor:

  1.  Hóspedes interessados em descanso e atividades outdoors
    O The Breakers atrai famílias com crianças e casais (há área para realização de casamentos dentro do hotel). Tive a impressão que o público ali, em geral,  é menos interessado em compras e mais em atividades como mergulho, pesca, ioga, golfe, stand-up paddle etc.

 

Playground
Cada um na sua Os hóspedes mirins têm espaços especiais para eles no The Breakers

 

  1. É uma propriedade histórica
    A imponente construção é de 1896 e pertencia à família aristocrática Flagler. Ali eles hospedavam os amigos que escapavam do inverno do norte dos EUA para as temperaturas amenas da Flórida.  Durante a 2a Guerra Mundial, o The Breakers, já um hotel, foi temporariamente transformado em hospital. Há um Museu Flagler em Palm Beach para quem quiser ter uma aulinha de história para variar.

 

O restaurante HMF
Lendário O restaurante HMF homenageia o antigo proprietário do The Breakers, o magnata Henry Morrison Flagler

 

  1. Focado nas crianças e nos adultos
    O resort parece pensar em tudo para agradar desde recém-casados até crianças– passando pelos pais exaustos. Aproveitando o enorme terreno que ocupa, o The Breakers criou áreas específicas para cada perfil. São quatro piscinas, por exemplo. Enquanto uma não tem degraus e vai afundando suavemente, como uma praia, consequentemente mais segura para os pequenos, tem outra em que celulares não são permitidos. Deu para entender a proposta? O mesmo acontece com os restaurantes – são oito no total. Um deles, italiano, é separado do Kids Club por uma grande parede de vidro. Perfeito para pais jantarem tranquilos enquanto os filhos não querem parar de brincar. Por outro lado, o HMF é para jantares mais sofisticados e crianças só são bem vindas até determinado horário.

 

  1. E por falar em crianças…
    A lista de serviços e instalações para famílias é bem completa: existem suítes conectadas, um prédio inteiro com salas de atividades infantis (separadas por idade) e serviço de baby-sitter. Na hora da reserva, você informa a idade dos seus filhos e, se tiver bebês, o quarto é preparado para eles. Isso significa que somem sacolas plásticas e tomadas são protegidas, assim como as quinas dos móveis. Você pode solicitar aquecedores de mamadeiras, banheiras, berços e trocadores. Para os maiorzinhos, há banquinhos para alcançar a pia.

 

Active Pool, do The Breakers
Mergulho suave A Active Pool, piscina destinada às famílias, não tem degraus para entrar

 

 

  1. Vai encarar?
    É um hotel para poucos, principalmente entre dezembro e fevereiro, quando a diária chega a US$ 9.000!  Mas, em julho, quando os americanos acham a Flórida quente demais para o gosto deles, as tarifas caem vertiginosamente. Podem chegar a US$ 429, com a vantagem de que crianças abaixo de 12 anos têm refeições gratuitas nos restaurantes do hotel.

 Imagens: Divulgação/The Breakers

Bran castle

Especial Halloween: os passeios mal assombrados do mundo

Há alguns anos, o Halloween virou festa brasileira também, “trick or treat” se tornou “gostosuras e travessuras” e as fantasias de bruxa, fantasma e vampiro tomam as escolas no 31 de outubro. Mas a cultura Halloween no Hemisfério Norte, principalmente nos Estados Unidos e no Reino Unido, é bem mais rica. Existem as abóboras escavadas com velas dentro (as chamadas Jack-o’-lanterns), brincadeiras como tirar maçãs de uma bacia de água sem usar as mãos, e exibições sing-along do musical “Rocky Horror Picture Show”, entre várias outras tradições.

Para os turistas que curtem esse clima, algumas cidades antigas e cheias de história costumam ter atrações que combinam com o astral creepy durante o ano todo. São tours, em geral feitos a pé, por lugares onde eventos estranhos ou assustadores aconteceram no passado, ou que simplesmente têm fama de assombrados. Confira.

 

INGLATERRA

Com as vielas escuras das partes mais antigas da City e East London, o tradicional fog e o imaginário de mistério criado na era vitoriana, a capital inglesa está cheia de oportunidades para se arrepiar. O Haunted London, por exemplo, é um walking tour em que o guia abusa do tom sombrio para contar, entre outras, histórias ligadas à grande praga do século 17 — como a que diz que os corpos da época foram espalhados pelas ruas, e encontrados anos depois nas escavações da construção do metrô.

Diariamente, 19h30, metrô Monument (saída Fish Street Hill). Preço: 9 libras

Ele não foi bruxo nem fantasma, mas tem personagem mais perfeito para o Halloween do que Jack, o Estripador? Donald Rumbelow, um dos maiores especialistas da história do serial killer, conduz um passeio que recria o cenário dos crimes ocorridos em 1888, passando pelas ruas onde ocorreram os assassinatos. Confira aqui o site do passeio.

Dois dos lugares onde, provavelmente, Jack não brincou em serviço
Dois dos lugares onde, provavelmente, Jack não brincou em serviço

 

Diariamente, 19h30, Metrô Tower Hill. Preço: 9 libras.

Pela capital inglesa, ainda é possível participar do Ghost Bus Tour, um passeio que leva os visitantes a todos os pontos da cidade com características assustadoras, a bordo de um ônibus pintado de preto e recheado de pegadinhas que assustam os participantes.

O Ghost Bus, devidamente equipado com histórias e pegadinhas para te assustar
O Ghost Bus, devidamente equipado com histórias e pegadinhas para te assustar

 

Diariamente, 19h30 e 21h, Northumberland Avenue, ao lado da Trafalgar Square. Preço: 21 libras para adultos e 16 para crianças

 

ESCÓCIA

Edimburgo, a capital da Escócia, coleciona uma série de histórias tenebrosas, herança da idade média. Quando estiver por lá, tome coragem e não deixe de fazer um dos tours oferecidos. A maioria dos passeios leva para dar uma voltinha na parte velha e medieval da cidade. Edimburgo tem tanta – má – fama que existem até passeios noturnos que não são indicados para crianças.

Se você já considerava as catacumbas de Edimburgo sombrias, espere até conhecer a real história delas
Se você já considerava as catacumbas de Edimburgo sombrias, espere até conhecer a real história delas

 

Os tours são realizados pelas empresas Mercat Tours, Auld Reekie e Black Hart. Preços e saídas podem ser encontrados nos respectivos sites. No verão (julho e agosto) recomendamos fazer reserva.

Os participantes aprendem sobre o passado obscuro e assustador de Edimburgo
Os participantes aprendem sobre o passado obscuro e assustador de Edimburgo

 

ESTADOS UNIDOS

Você já ouviu falar das Bruxas de Salem? A famosa condenação coletiva por bruxaria, retratada no filme de 1996 “As Bruxas de Salem”, aconteceu há séculos atrás, mas a cidade localizada em Massachusetts, Estados Unidos, respira este evento até hoje. Você enxerga bruxaria em todos os cantos de Salem, das ruas até as inúmeras lojinhas que vendem absolutamente tudo o que as bruxas possam querer, como chapéus, vassouras e ingredientes para poções.

Além de museus espalhados pela cidade, costumam acontecer por lá algumas encenações dos julgamentos que ocorreram entre 1692 e 1693. Nesta paranoia de bruxaria, 200 pessoas foram executadas e hoje existe um memorial composto de 20 bancadas de granito chamado Witch Trials Memorial. Por lá, você confere os nomes das vítimas, data e forma da morte. Se quiser mais, experimente uma visitinha ao Peabody Essex Museum, onde estão armazenados os documentos das execuções.

As encenações que acontecem na cidade. O museu das bruxas. O monumento aos enforcados. A venda de todos os produtos que as bruxas possam precisar
As encenações que acontecem na cidade. O museu das bruxas. O monumento aos enforcados. A venda de todos os produtos que as bruxas possam precisar

 

Se optar por um tour, vários são disponibilizados na cidade. Você pode conferir quais são e o que oferecem nesse site.

Dica A+V: Se você não quiser se hospedar em Salem, Boston fica a apenas 30 km.

 

ROMÊNIA

Ir para a terra de Drácula e não visitar seu castelo é como ir a Roma e não ver o Papa. O personagem do livro de Bram Stoker, escrito em 1897, foi inspirado em um homem chamado Vlad Tepes, que governou a Romênia há mais de 400 anos. Se não bastasse o legado que deixou, ainda é possível visitar o castelo onde viveu, localizado na comuna de Bran, fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia, a 188 Km da capital romena, Bucareste. Passear por lá significa entrar nos cômodos, ver toda a mobília e aprender mais sobre a atmosfera desta história tão famosa.

Detalhes do humilde castelo do dentuço
Detalhes do humilde castelo do dentuço

 

Neste site você confere os horários de visitação e preços dos ingressos.

Se desejar mais da Romênia, experimente uma visitinha à floresta Hoia-Baciu, no condado de Cluj, famosa por atividades paranormais, assassinatos de camponeses e aparições de extraterrestres. Fica a 449 km da capital.

Hoia-Baciu, famosa por fenômenos paranormais e assassinatos
Hoia-Baciu, famosa por fenômenos paranormais e assassinatos

 

BRASIL

Centro, Avenida Paulista, 25 de Março é para os fracos. Imagine, quando em São Paulo, fazer uma visitinha ao cemitério da Consolação ou ao edifício Joelma, célebre pelo incêndio que matou mais de 180 pessoas em 1974. Experimente o tour “SP Além dos túmulos” que leva aos pontos mal assombrados de São Paulo a bordo de um ônibus devidamente decorado com teias de aranhas e cortinas escuras.

Você sabia que no bairro da Bela Vista existe uma casa onde, dizem, vaga o espírito de uma senhora que tinha problemas mentais? E que o Teatro Municipal tem seu próprio fantasma da ópera, que causou a demissão de vários funcionários amedrontados? Essas, e mais informações macabras da cidade, você aprende neste tour, que passa também pelo edifício Martinelli, castelo da Rua Apa, palco da misteriosa morte de três pessoas de uma família da aristocracia paulistana, e pelo Beco dos Aflitos, primeiro cemitério construído na cidade para enterrar pobres e condenados pela justiça. O passeio termina no cemitério da Consolação, onde estão enterradas personalidades como Monteiro Lobato e Tarsila do Amaral.

Alguns dos pontos visitados no tour: Cemitério da Consolação, Castelo da rua Apa, Beco dos Aflitos e edifício Joelma
Alguns dos pontos visitados no tour: Cemitério da Consolação, Castelo da rua Apa, Beco dos Aflitos e edifício Joelma

 

O tour é feito pela empresa Grafitt e custa aproximadamente R$ 35.

Imagens: Berit Watkin, Rudi, Fábio Lopes, Camila Santana, Renata Miyagusku, Hélio Jr. Bertolucci/Creative Commons, Jared Charney, Big Baz Signs, Roger Conant, Jasmine Gordon, Mercat Tours, Romanian National Tourist Office, Hoia Baciu Forest/Divulgação

 

 

castelo

Como aproveitar Orlando sem muvuca e correria

Desde que voltei do meu intercâmbio de trabalho no Walt Disney World, na Flórida, duas atividades comuns entraram na minha rotina. A primeira é sentir saudade da incrível experiência de fazer parte daquele universo. A segunda é funcionar como uma guia, dando dicas de como aproveitar melhor a viagem para lá.

A Disney é um lugar divertido, mas bem cheio. Se você não é da muvuca, não precisa desistir de viajar para lá! Separei algumas informações para tornar sua ida a Orlando tranquila e organizada.

Evite Orlando em julho
O verão na Flórida é extremamente quente e com algumas chuvas. Além disso, as férias escolares dos americanos acontecem neste período, e os parques ficam absurdamente cheios. Janeiro é um bom mês para conhecer a Disney e os outros parques, já que estão mais vazios e é quando as crianças brasileiras estão de férias. Priorize sempre a baixa temporada.

Na primeira vez, vá em dias comuns
Se é sua estreia no complexo Disney, recomendo não visitar o Magic Kingdom em dias de festas especiais, que acontecem no Halloween (31 de outubro) e no fim do ano, entre Natal e Réveillon. São lindas e divertidas, mas a tradicional parada de personagens e o show de fogos no castelo da Cinderela não acontecem nestes dias e, desta forma, você acabaria perdendo o clássico do parque.

A festa de Halloween é muito divertida e fofa, mas se é sua primeira vez no Magic Kingdom, prefira os dias em que o parque volta à programação normal
A festa de Halloween é muito divertida e fofa, mas se é sua primeira vez no Magic Kingdom, prefira os dias em que o parque volta à programação normal

 

Compre ingressos com antecedência
Existem várias formas de adquirir ingressos. Se você deseja comprar tíquetes para todos os parques da cidade de uma vez só e parcelar o valor, compre nas agências de viagem do Brasil. Além disso, espalhados por Orlando existem vários lugares que vendem ingressos. Pesquise bem a reputação dos locais e tome muito cuidado se optar comprar neles. Se optar pela aquisição via internet, tire cópias dos vouchers. Será seu comprovante de compra, caso aconteça alguma coisa com os tíquetes.

 

Esqueça a “regra” de deixar o melhor para o final
Fazer a maratona de parques e compras cansa bastante e, consequentemente, nos últimos dias da viagem você estará quebrado. Vale a pena estar tão cansado no dia de visitar o parque/atração que deseja tanto ir? Magic Kingdom, Hollywood Studios e Epcot Center são grandes e têm uma programação extensa ao longo do dia, já que contam com apresentações, paradas e um show de encerramento à noite. Priorize-os no início das férias, quando sua energia estará a mil. Outros parques que merecem um dia exclusivo são Busch Gardens e Island of Adventure. Uma dica é deixar o Animal Kingdom para o fim. O parque é menor, fecha mais cedo e é mais gostoso de andar, uma vez que é completamente arborizado. Universal Studios e Sea World também são relativamente pequenos e fecham cedo.

O Animal Kingdom é um parque mais tranquilo, vazio e gostoso de passear. Prefira visitá-lo nos últimos dias da viagem, quando estiver mais cansado
O Animal Kingdom é um parque mais tranquilo, vazio e gostoso de passear. Prefira visitá-lo nos últimos dias da viagem, quando estiver mais cansado

 

Chegue cedo aos parques
Deixe a preguiça de lado e esteja nos parques na hora da abertura (você pode conferir os horários aqui),  priorizando as atrações mais lotadas na manhã. Planeje bem – nós explicamos o funcionamento do aplicativo My Disney Experience, que ajuda nessa tarefa aqui. Se sua visita a Orlando for em alta temporada, fique de olho nos Fast Pass+ (explicamos aqui) na Disney e possíveis ingressos fura fila nos outros parques da cidade.

 

Seja pontual
Planeje-se para assistir aos shows e apresentações que deseja. Chegue sempre antes do horário de início, porque todas começam pontualmente.

Todos os shows dos parques começam pontualmente. Não se atrase se não quiser perder nenhum detalhe!
Todos os shows dos parques começam pontualmente. Não se atrase se não quiser perder nenhum detalhe!

 

 

Você não precisa carregar compras pelos parques

Comprou alguma coisa e não quer carregar? Consulte os caixas das lojas e pergunte pelo serviço chamado Package Pickup, que envia suas sacolas para a saída do parque, para você pegá-las no fim do dia. Existe também o serviço de delivery para os hotéis do complexo e alguns conveniados.

 

Vale mais comprar um troller que alugar

Se você está com crianças pequenas, pode alugar carrinhos na entrada de cada parque. Muitos papais e mamães preferem comprar um no supermercado Walmart, uma vez que o preço acaba saindo mais barato do que a soma das diárias do aluguel no complexo Disney e nos shoppings.
Não se preocupe em onde deixar os carinhos enquanto brinca nas atrações. Do lado de cada uma existe um “estacionamento” para eles. E ninguém mexe.

Ao lado de cada atração há um local onde ficam os carrinhos enquanto a família se diverte
Ao lado de cada atração há um local onde ficam os carrinhos enquanto a família se diverte

 

Dá para os papais e as mamães curtirem
Está com criança pequena e quer ir a uma atração que ela não pode entrar? Pergunte pelo Child Swap, um esquema que permite aos pais se revezarem no brinquedo. Enquanto um se diverte o outro espera em uma salinha com a criança. E vice-versa.

 

Claro que existe um espaço para os bebês
Os parques contam com um local chamado Baby Care, uma salinha feita para as mamães e os bebês. Há trocadores, cadeirões e micro-ondas para a comida, sala reservada de amamentação e uma pequena loja com papinhas, remédios, fraldas e outros itens de higiene dos pequenos.

Fotos: Larissa Palmer, Tom BrickerRicky Brigante e Nicholas Helmholdt/Creative Commons

Quer mais dicas práticas de Orlando e seus parques incríveis? É só pedir!

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Um roteiro no Alasca, por terra

A imensa maioria dos viajantes que encara o Alasca vai em um cruzeiro. O principal motivo para isso é a estrutura hoteleira limitada do estado americano. Com duas filhas adolescentes, de 16 e 13 anos, a opção do navio foi descartada imediatamente. “Mãe, não queremos ver o Alasca da janela de um barco!”. Restou-me pesquisar bastante e descobrir que existem roteiros por terra bem interessantes.

Divido com vocês a nossa viagem de uma semana pelo selvagem Alasca. Partindo de São Paulo, nossa porta de entrada foi Anchorage, via Los Angeles. Apesar de Juneau ser a capital, esta é a cidade mais populosa do estado.

O Alasca é um lugar bonito para se visitar o ano inteiro. Esqueça o frio, a natureza compensa!
O Alasca é um lugar bonito para se visitar o ano inteiro. Esqueça o frio, a natureza compensa!

 

Girdwood

Depois de uma hora de carro a partir de Anchorage, chegamos a Girdwood, uma região de esqui, mas especialmente bonita no verão.  Ficamos hospedados no Alyeska Resort, que fica em um vale com vista para glaciares e para o mar. Fizemos hiking na geleira que parece o quintal do hotel, de tão próxima. O passeio dura três horas e não é muito cansativo. Foi uma amostra de como subir e descer montanhas geladas, no caso, não muito íngremes. O guia era biólogo e foi descrevendo a paisagem local, a vegetação, o solo e os animais.

Jantamos no Seven Glaciers, restaurante bacana dentro na propriedade do resort, no topo de uma montanha. Para chegar até lá, precisamos pegar um teleférico, o mesmo que leva os esquiadores até o primeiro ponto da pista de esqui. A subida dura uns 10 minutos. O restaurante é um dos mais sofisticados de Girdwood e bem decorado, ao estilo alasquiano, com esculturas de vidro, paredes de pedras e, claro, uma vista maravilhosa. Serve comida internacional, mas com ênfase em peixes, frutos do mar e caça. Eu comi o poached halibut, peixe de carne branca e de águas geladas, primo do bacalhau.

A especialidade do Seven Glaciers são os frutos do mar e a refeição fica ainda mais especial com a vista para as montanhas
A especialidade do Seven Glaciers são os frutos do mar, e a refeição fica ainda mais especial com a maravilhosa vista para as montanhas

 

No dia seguinte, fomos conhecer um acampamento de cães Alaskan Huskies no meio das geleiras, onde só se consegue chegar de helicóptero. Tivemos uma aula sobre esses animais incríveis e fizemos um passeio de trenó, puxado por 12 cães, no meio da neve. Imperdível!

O Malamute Alaskano é a raça mais popular no estado. É um animal acostumado a condições climáticas duríssimas e desenvolveu características físicas específicas que permitem que viva bem no frio. Seu metabolismo é muito eficiente e necessita de apenas 60% da quantidade de comida indicada para outros cães, por absorver bem a energia produzida por pequenas quantidades de comida. Pode parecer cruel fazer com que os bichinhos puxem trenós, mas eles demonstravam felicidade absoluta!

Os Malamutes Alaskanos são acostumados com a temperatura baixíssima da região e puxam os trenós felizes da vida
Os Malamutes Alaskanos são acostumados com a temperatura baixíssima da região e puxam os trenós felizes da vida

Seward

Esta cidade fica a duas horas de carro, ao sul de Girdwood. No meio do caminho, paramos no Wild Life Conservation Center para ver animais selvagens resgatados. É possível chegar bem pertinho de ursos, filhotes de alces, linces, entre outros.

No mesmo dia, pegamos um barco para ir até as geleiras do Kenai Fjords National Park, em um passeio que durou cinco horas e teve almoço e snacks incluídos. Foi possível ver baleias jubarte, orcas, águias-de-cabeça-branca e leões marinhos. Muito legal! Voltamos para o Alyeska em um trem com teto de vidro pela Alaska Railroad, passando por florestas de algodão e coníferas típicas da região.

O passeio de barco pelo parque nacional é uma explosão de natureza para todos os lados: dos animais típicos da região aos belíssimos fiordes
O passeio de barco pelo parque nacional é uma explosão de natureza para todos os lados: dos animais típicos da região aos belíssimos fiordes

 

Talkeetna

Esta pequena vila do Denali National Park, onde fica o Monte McKinley, o pico mais alto dos Estados Unidos, é um lugar de tirar o fôlego, bem no meio do nada, mas com infraestrutura. No caminho, visitamos Martin Bruser, criador de Alaskan Huskies. Suíço, casado com uma americana e quatro vezes campeão da corrida de Iditarod – 1.000 milhas de trenó puxado pelos cães  – , ele é o Ayrton Senna do Alaska. O mais legal é que almoçamos na casa dele, com a mulher e mais uma família de visitantes.

Em Talkeetna, nos hospedamos no Talkeetna Alaskan Lodge, um hotel aconchegante e super bem cuidado. O diferencial? Ursos e alces no quintal! Foi maravilhoso ter a sensação de estar realmente no meio da vida selvagem! Os animais vivem nas florestas ao redor e aparecem com frequência. Existem placas explicando o que fazer caso deem o ar da graça. Aprendi que ursos não atacam se não são atacados, melhor não fugir correndo e que é bom ter à mão um spray de pimenta, just in case!

Você já imaginou abrir a janela do quarto e dar de cara com um urso?
Você já imaginou abrir a janela do quarto e dar de cara com um urso?

 

Para aproveitar o visual deslumbrante do Monte McKinley, sobrevoamos as geleiras num pequeno avião por uma hora. Também passeamos de barco por um lago formado pela água do degelo, onde os ursos vão pescar salmão. A nossa guia era descendente dos Atabaskans, uma das cinco tribos de esquimós do Alasca. Fizemos ainda trekking por um dos inúmeros parques locais para conhecer e explorar a vegetação.

Anchorage

Finalizamos o roteiro na maior cidade do Alasca, com aproximadamente 300 mil habitantes, onde as duas principais atrações são o Alaska Native Heritage Center e o zoológico, focado em incríveis animais de clima frio e que tem como atração principal um casal de ursos polares.

Imagens: Divulgação, Renata ChapChap e Morguefile

Quer que a gente monte um roteiro pelo Alasca personalizado para você? Escreva aí!

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Aplicativo My Disney Experience: não viaje sem

O modo de curtir a Disney mudou muito ao longo dos anos. Se você conheceu os parques nos anos 80 ou 90 e agora volta para matar a saudade – ou apresentá-los aos filhos, talvez –  vai encontrar muitas atrações novas, claro, mas não só. Toda a maneira de programar a visita está diferente, principalmente porque o público cresceu demais, são cerca de 30 mil pessoas por dia no complexo de Orlando. E a tecnologia agora ajuda a lidar com esse fluxo gigantesco de pessoas e permite que todos possam aproveitar o máximo.

O planejamento para as férias na Disney está em outro nível, não basta decidir em que dia você estará no Magic Kingdom, no Epcot Center e assim por diante. Já falei sobre o FastPass+, que deixa você furar filas das atrações mais concorridas, mas necessita estratégia para ser bem aproveitado.

Agora explico como funciona o aplicativo My Disney Experience, essencial para quem pretende viajar para lá. Ele permite aos guests programarem tudo o que querem fazer, por meio de informações e agendamentos.

Como funciona

  • O aplicativo é gratuito e pode ser baixado tanto em celulares e tablets com tecnologia iOS ou Android.
  • Depois de baixá-lo, cadastre-se por um computador comum ou pelo próprio aplicativo. Apenas tenha em mãos seu ingresso ou as informações de compra dele – você pode utilizar o mesmo cadastro, mas a compra de ingressos é só pelo site oficial da Disney.
  • Quem se instala em hotéis da rede Disney pode incluir informações como a reserva de hospedagem no aplicativo. Para estes hóspedes é possível reservar FastPass+ com até seis meses de antecedência.  Se você está hospedado fora do complexo também pode fazer as reservas do FastPass+, mas com 30 dias de antecedência.
  • Se deseja usar o My Disney Experience somente para consulta no dia da visita, o aplicativo rastreia por satélite o parque que você está e libera as informações.
  • Não se preocupe em pagar uma fortuna em planos internacionais de internet. Dentro dos parques há uma rede de wi-fi gratuita chamada “Disney Guest” que funciona muito bem.
  • Se você estiver viajando em família ou com amigos, pode cadastrar todos os ingressos em uma só conta no My Disney Experience. Desta forma, no sistema da Disney, todos aparecerão juntos em reservas de restaurantes e FastPass+.

Os serviços

ATTRACTIONS (Atrações)

Nesta aba, estão listadas todas as atrações do parque e seus respectivos tempos de espera na fila, atualizados em tempo real. No ícone de cada atração, você descobre o horário de funcionamento, as idades recomendadas, a altura permitida, acessibilidade e a intensidade da aventura.  É também no ícone de cada atração que você pode pegar o FastPass+ para se divertir sem fila.

Olhar o tempo de fila pelo aplicativo ajuda a não perder tempo se deslocando até atrações mais distantes, como a "Expedition Everest" no Animal Kingdom
Olhar o tempo de fila pelo aplicativo ajuda a não perder tempo se deslocando até atrações mais distantes, como a “Expedition Everest” no Animal Kingdom

 

CHARACTERS (Personagens)

“Peter Pan sabe tudo sobre aventuras! Dos piratas ao pó mágico, todo dia é excitante quando você nunca cresce!” Achou bonitinha a maneira como é o personagem da Terra do Nunca é descrito? As minibiografias, todas muito fofas e divertidas, fazem parte desta aba, onde estão listados os horários e localizações de todos os personagens que estão no parque. Alguns deles aparecem somente uma vez ao dia e, com o aplicativo, fica fácil não perdê-los.

Você pode encontrar o Peter Pan antes que ele vá embora para a Terra do Nunca com a Sininho
Você pode encontrar o Peter Pan antes que ele vá embora para a Terra do Nunca com Sininho, Wendy e seus irmãos

DINING (Refeições)

Na hora da fome, esta aba mostra todos os restaurantes e locais onde se vende comida. Se você estiver cansado de comer hambúrguer e quiser uma massa, por exemplo, pode conferir o que cada restaurante oferece e as faixas de preço. Também é possível checar a localização de cada um e o horário de funcionamento.

Alguns restaurantes são muito lotados e necessitam reserva, como o Be Our Guest, e o Cinderella’s Royal Table.  Neste ícone você pode reservar uma mesa com até seis meses de antecedência e todas as suas reservas aparecerão no ícone My Plans.

Be Our Guest é um restaurante novo e bastante lotado. Recomendo fazer reserva nele com meses de antecedência
Be Our Guest é um restaurante novo e bastante lotado. Recomendo fazer reserva nele com meses de antecedência

RESTROOMS (Banheiros)

Na hora do aperto, esta aba indica todos os banheiros do parque, suas respectivas localizações e qual deles está mais perto de você.

ENTERTAINMENT (Entretenimento)

Ir à Disney e não conferir os shows é como ir à França e não conhecer o Museu do Louvre. Esta aba te ajuda a conferir os horários, localizações, público indicado, mapas e informações referentes à acessibilidade dos espetáculos. Clicar no ícone Add to My Plans fará o aplicativo te avisar quando as apresentações escolhidas estiverem para começar.

EVENTS & TOURS (Eventos e Tours)

Se sua garotinha quiser se transformar na Ariel ou em outra princesa, é nesta aba que você pode fazer uma reserva na Bibbidi Bobbidi Boutique, o local onde a transformação acontece. Neste mesmo ícone ficam informações referentes a eventos especiais que acontecem somente em datas específicas, como a festa de Halloween e de Natal.

GUEST SERVICES (Serviços ao visitante)

Nesta aba estão listados todos os serviços como área de fumantes, enfermaria, berçários e outros.  Como os serviços são espalhados por todo o parque, pelo aplicativo você pode ver pelo mapa qual é o local mais próximo de você.

Todos os serviços para te atender melhor estão listados nesta aba
Todos os serviços para te atender melhor estão listados nesta aba

SHOPPING (Compras)

A Disney é um paraíso das compras e tem sempre algum souvenir que você quer. No Magic Kingdom, por exemplo, os produtos do filme Piratas do Caribe, são encontrados apenas na Adventureland e nesta aba é possível descobrir onde são vendidos outros produtos específicos como estes. Além disso, você confere a localização e horário de funcionamento de todos os estabelecimentos.

Você pode até estar de férias, não querendo saber de coisas eletrônicas nem de rotina e horários. Mas que atire a primeira pedra quem não acredita que a tecnologia pode ser uma mão na roda na hora de aproveitar melhor a sua viagem!

Quer dicas de restaurantes, lojas e shows dentro do complexo Disney? Peça pra gente!

Fotos: Larissa Palmer, Jackie Nell PhotographyDon Sullivan/ Creative Commons

 

montagem musicais

4 musicais da Broadway que os adolescentes vão adorar

3,2,1, apagam-se as luzes. Enquanto um silêncio espalha-se pelo teatro, as luzes voltam, mas agora tem uma menina no palco. Ela abre a boca e um som maravilhoso enche o lugar. Depois que a peça termina, você está completamente embasbacado. Foi o máximo! A magia de um show da Broadway é incrível.

Gosto de musicais desde pequena, mas existem alguns que são perfeitos para quem está na fase entre temáticas infantis e adultas, como eu. Aqui vão quatro dos meus preferidos, todos atualmente em cartaz em Nova York:

Motown
Eu sei o que você está pensando: uma menina de 12 anos assistindo a Motown? Bom, eu adoro soul e R&B, e este é um show fantástico. Os atores são extremamente talentosos, e a música ao vivo realmente me fez sentir nos anos 70 e 80, períodos do auge da gravadora Motown. Alta e vívida, a música põe o teatro num ótimo astral, e quando você olha para os lados, vê as pessoas todas cantando. Cheio de excelentes performances lembrando Jackson 5, The Supremes, The Foundations, e muitos outros, Motown é conhecido como “o grande sucesso da Broadway.” Eu assisti a esse musical com uma amiga e meu pai, e nós todos adoramos. Eu definitivamente acho que você deveria ir vê-lo se estiver em Nova York.

Motown é ideal para quem viajar de volta aos anos 70 e 80 por meio da música
Motown é ideal para quem viajar de volta aos anos 70 e 80 por meio da música

 

Matilda
Começou como um livro, depois virou um filme, em 1996, e agora é um show da Broadway. Este espetáculo não apenas conta uma história bacana e passa uma boa mensagem, mas também tem uma trilha musical excelente. Se você não conhece a história, é sobre uma menina muito esperta, Matilda, que tem uns pais muito bobos. Ela descobre que tem um poder fantástico e ajuda a professora dela a superar seus maiores medos. Eu vi este show algumas vezes, e a cada vez parece que ele é melhor. O cenário é incrível, assim como os atores. É um daqueles musicais que você assiste e sai do teatro com um sorriso no seu rosto. É um dos meus favoritos, e, se eu puder, vou ver de novo!

Matilda é um sucesso e conta a história de uma garotinha com poderes mágicos
Matilda é um sucesso e conta a história de uma garotinha com poderes mágicos

 

Newsies
Eu assisti a este show antes de ele ficar famoso. E soube na mesma hora que seria um sucesso. É baseado na greve dos meninos entregadores de jornal de Nova York que aconteceu em 1899. Também virou um filme da Disney, lançado em 1992. Ele é conhecido pelas coreografias, que são muito legais. Os atores também são ótimos. A marca registrada do estilo Newsies é o chapéu que eles usavam, parecido com uma boina. Eu achei o musical inesquecível, dos figurinos ao cenário. Esta é outra boa opção de espetáculo se você estiver em Nova York.

Newsies é uma adaptação de uma história real com coreografias e cenários de encher os olhos
Newsies é uma adaptação de uma história real com coreografias e cenários de encher os olhos

 

Wicked

Este é um dos meus shows favoritos de todos os tempos. A música, as roupas, o cenário, os atores, as danças — tudo é absolutamente perfeito. Este é o outro lado da história de O Mágico de Oz. O show conta como Glinda e Elfaba, a bruxa boa e a bruxa má de Oz, se encontraram e porque viraram boa e má. É um dos musicais da Broadway que está há mais tempo em cartaz, desde 2003, e é bem legal de se ver, com ótimos efeitos especiais. Um outro fato interessante é que, no início, quem fez o papel de Elfaba foi a fabulosa Idina Menzel, a mesma cantora de “Let it Go”, que faz parte da trilha do filme Frozen da Disney, e ganhou o Oscar de melhor canção este ano. Como também é um dos espetáculos mais disputados da Broadway, compre seus ingressos com antecedência.

Wicked é um sucesso baseado na história O Mágico de Oz que encanta a crianças e adultos
Wicked é um sucesso baseado na história O Mágico de Oz que encanta a crianças e adultos

 

Imagens: Divulgação

 

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Tudo sobre o FastPass, o sistema fura filas da Disney

A Disney se vende como “O lugar mais feliz da Terra”, mas felicidade e perder tempo esperando em filas quilométricas não combinam. Por este motivo, a companhia lançou em 1999 o sistema FastPass que permite aos visitantes se divertirem em algumas atrações dos parques sem pegar a fila comum, que muitas vezes têm esperas bastante longas.

O esquema montado pela Disney – que vale tanto no complexo de Orlando quanto em Anaheim, na Califórnia – permite ao guest (nome como os visitantes são chamados dentro dos parques) entrar em algumas atrações sem pegar a fila normal. Até o ano passado, para conseguir esse privilégio era necessário estar hospedado em um dos hotéis dentro da Disney, ir até a atração desejada e pegar um papel que permitia a entrada. Mas o esquema mudou na Flórida e deve mudar também em breve na Califórnia. Não existem mais os papeizinhos e agora todo mundo pode pegar o FastPass e não só os hóspedes dos resorts.

A tecnologia chegou na Terra do Mickey, e o FastPass de papel foi substituído pelo sistema digital
A tecnologia chegou na Terra do Mickey, e o FastPass de papel foi substituído pelo sistema digital

 

Espalhados em pontos estratégicos de cada parque há quiosques (procure pela sigla FP+ nos mapas aqui: Magic Kingdom/Epcot/Hollywood Studios/Animal Kingdom) onde ficam cast members (funcionários) equipados com tablets. No Hollywood Studios e Epcot Center, as atrações estão divididas em dois grupos e o guest pode escolher uma do primeiro e duas do segundo. Já no Magic Kingdom e Animal Kingdom, há um grupo só. Em todos os parques você pode escolher até três atrações para pegar o FastPass.

Nos parques onde há a divisão, no primeiro grupo (aquele em que é permitido escolher uma atração só) estão atrações mais cobiçadas como “Toy Story Midway Mania!” e “Rock ‘n’ Roller Coaster Starring Aerosmith” (Hollywood Studios) e “Soarin’” e “Test Track” (Epcot Center).

COMO APROVEITAR MELHOR O FASTPASS

Chegue cedo
Se você deseja pegar o FastPass para atrações como “Toy Story Midway Mania!” e “Soarin’” chegue cedo ao parque. O FastPass tem um limite diário de distribuição, e estas atrações são as primeiras a acabar.

Priorize atrações que não têm Single Rider
Também recomendamos que você priorize atrações que não possuam fila Single Rider, que serve para tapar buracos. Funciona assim: quando sobra um lugar vago no carrinho do brinquedo os cast members colocam um guest nele. Você pode entrar nesta fila quando e com quantas pessoas quiser, mas não é garantido que todos vão juntos na mesma rodada.

A não ser que você deseje curtir junto com todos os seus companheiros, não gaste seu precioso FastPass em atrações com fila Single Rider, que é bem mais rápida do que a normal. Aproveite o privilégio em atrações sem esse tipo de fila (Normalmente simuladores como o “Toy Story Midway Mania!” e “Mission: SPACE”).

Para saber se uma atração tem ou não Single Rider procure nos mapas por um S sobre um fundo azul.

Só gaste o FastPass com shows se fizer questão de fotos maravilhosas
O sistema de FastPass também permite que você tenha lugares privilegiados nos shows de fogos de artifício que acontecem diariamente: “Wishes Nighttime Spetacular” (Magic Kingdom), “Fastamic!” (Hollywood Studios) e “IllumiNations: Reflections of Earth” (Epcot Center).

Se você deseja tirar excelentes fotos das apresentações, o FastPass vale a pena. Caso contrário, você não deixará de ver os shows se ficar em outros locais.  

COMO FUNCIONA O NOVO SISTEMA

Quando você chega ao quiosque, o cast member indica em um tablet as atrações e horários disponíveis, para você escolher três. Você entrega a ele o seu ingresso do parque ou sua Magic Band (pulseira que os hóspedes dos resorts Disney usam) e o funcionário grava eletronicamente o FastPass nele. Lembre sempre de anotar ou mesmo tirar uma foto do tablet para não esquecer os horários.

Quando chegar à atração no horário marcado, a fila do FastPass ficará ao lado da fila normal. Na entrada dela haverá um totem com uma bolinha na ponta. Dentro da bolinha, você verá a cabeça do Mickey. Encoste seu ingresso ou Magic Band nela e quando ficar verde significa que você já pode entrar e se divertir!

Mas dá para fazer tudo isso pela internet, antes de chegar aos parques. O aplicativo/site My Disney Experience permite marcar os horários com antecedência de 60 dias (para quem estiver hospedado dentro do complexo) ou 30 dias (para os hospedados em outros hotéis de Orlando). Você vincula seu ingresso ao sistema e ainda pode ver os horários acessando o aplicativo.

ATRAÇÕES EM QUE VALEM A PENA PEGAR O FASTPASS

Magic Kingdom

“Ariel’s Grotto”

“The Barnstormer”

“Big Thunder Mountain Railroad”

“Buzz Lightyear’s Space Ranger Spin”

“Enchanted Tales with Belle”

“Jungle Cruise”

“The Many Adventures of Winnie the Pooh”

“Peter Pan’s Flight”

“Seven Dwarfs Mine Train”

“Space Mountain”

“Splash Mountain”

“Town Square Theater Mickey Mouse Meet and Greet”

“Under the Sea: Journey of the Little Mermaid”

“Princess Fairytale Hall: Meet Cinderella and Rapunzel”

“Princess Fairytale Hall: Meet Aurora and Anna and Elza”

As atrações mais antigas ainda tem seu encanto - e muitas vezes horas de fila
As atrações mais antigas ainda tem seu encanto – e muitas vezes horas de fila

 

Epcot

“Character Spot”

“Soarin’”

“Test Track”

“Mission: SPACE”

“The Seas with Nemo & Friends” 

Com o sistema FastPass a diversão não é abalada por horas de espera na fila
Com o sistema FastPass a diversão não é abalada por horas de espera na fila

 

 

Hollywood Studios

“Toy Story Midway Mania!”

“Rock ‘n’ Roller Coaster Starring Aerosmith”

“The Twilight Zone Tower of Terror”

“Star Tours”

“Disney Junior”

 

Animal Kingdom

“Expedition Everest”

“Kali River Rapids”

“Kilimanjaro Safaris Expedition”

“Meet Favorite Disney Pals at Adventurers Outpost”

 

Imagens: Larissa Palmer, TheKarenD, Missy Martinez e Joe Penniston/Creative Commons

No sentido horário, Metropolitan, Whitney e MoMA,

A dança dos museus em NY

Onde você estava da última vez em que visitou um museu?

Muita gente mora em São Paulo e não vai ao MASP (ir até a Paulista dá um trabalho…), vive no Rio e não vai ao Museu de Arte Contemporânea em Niterói (cruzar a ponte, eu?) — mas é só entrar em um avião que os planos começam a pipocar na cabeça. Se o destino for o JFK, então, a lista é bem grande: MoMA, Metropolitan, Guggenheim, Museu de História Natural, e por aí vai.

Também, não é pra menos. Museu em Nova York é um negócio sério, e o setor está passando por um renascimento ao redor do mundo. Uma reportagem da revista inglesa The Economist, no final de 2013, estimou o número de museus, apenas aqui nos Estados Unidos, em mais de 15 mil. Destes, uma boa centena está em Manhattan e arredores. E alguns dos medalhões citados acima estão entrando em uma dança das cadeiras. Acompanhe:

O movimento começou há alguns anos, quando o Whitney, voltado à arte contemporânea e mais avant garde, anunciou planos para construir uma nova sede no Chelsea, ao lado da High Line (o parque construído nas West 20s, sobre linhas abandonadas de trem elevado). Com projeto do renomado arquiteto Renzo Piano, o prédio já está praticamente pronto, e o museu marcou a mudança para o segundo trimestre de 2015.

Em julho do ano passado, o Met (Metropolitan Museum of Art) começou a abrir todos os dias — antes fechava às segunda-feiras. Exatamente na mesma época, o MoMA (Museum of Modern Art) deixou de fechar às terças. Claro que a frequência de ambos aumentou drasticamente — e, por conta disto, os dois museus começaram a examinar formas de atender à crescente demanda. Os resultados:

– O Met, que sempre foi associado à arte mais tradicional, começou a investir em suas coleções de arte moderna (século 20, mais ou menos até os anos 70) e contemporânea (dos anos 70 pra cá). Com limitações de espaço, arrendou o antigo prédio do Whitney, um ícone da estética brutalista de autoria do arquiteto húngaro Marcel Breuer, e já anunciou que vai transferir ambos os departamentos para o “novo” prédio. Em maio de 2014, o museu disse que está avaliando um novo design para a ala que atualmente é ocupada pela coleção de arte contemporânea, localizada nos fundos do museu e de frente para o Central Park.

– O MoMA, para não ficar pra trás, fez um estudo para sua própria ampliação e decidiu incorporar o antigo vizinho, o Museu de Arte Folclórica, que se mudou em 2011 (o prédio pertence ao MoMA). Recentemente foram anunciados os planos para a reforma, que inclui a criação de entradas bem mais amplas que as atuais, tanto na rua 53 como na rua 54, e a abertura de todo o térreo, incluindo o famoso jardim de estátuas, para o público. Sem cobrança de ingresso!

Nesta dança, parece que quem ficou de pé no final foi o Guggenheim. Apesar de ter uma sede reconhecida instantaneamente — o famoso prédio circular projetado por Frank Lloyd Wright, construído em 1959 —, e de uma expansão internacional de muito sucesso (primeiro em Bilbao, Espanha, e mais recentemente em Abu Dhabi), o museu parece não ter resposta para os movimentos dos rivais.

Ou talvez sua administração já tenha definido todos os próximos passos, e logo tenhamos mais um giro nesse bailado. Quem sabe?

Qual o seu museu preferido em Nova York? Diga aí!

Imagens: Getty Images, Andrew Mace e Beautifulcataya/Creative Commons

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como dentro do museu, a área do parquinho é cheia de lugares divertidos para explorar

Os maravilhosos parquinhos de Nova York

Acordar, tomar café da manhã – com direito a panquecas, waffles, ovos mexidos, amoras e mirtilos frescos -, sair a pé para o parque mais próximo, e esse parque é o…Central Park!

Vai dizer que essa rotina não é atraente? Para as crianças, então, é o máximo. Difícil mesmo é segurar a ansiedade diante de tantas coisas que Nova York oferece para nós, os grandes, e para os pequenos. Como conciliar tantos programas?

Essa resposta eu ainda pretendo encontrar. Enquanto isso, listei tudo que fizemos de bom por lá com nossa garotinha. Este é o primeiro texto de uma série sobre Nova York com crianças e vou falar dos:

Melhores playgrounds
Se teve uma palavra que a minha filha falou muuuito nessa viagem foi: “Parque”. Todo o dia ela pedia e nós, sem esforço algum, passávamos pelo menos uma hora em uma das caprichadas áreas verdes da cidade.

No Central, no Bryant, no Battery, no Brooklyn Bridge Park e em outros que nem conheci, você nunca está longe de um playground, um sempre diferente do outro, todos impecáveis na segurança e manutenção, com aqueles pisos que parecem concreto, mas são acolchoados. Há brinquedos para todas as idades, com os parafusos sempre muito bem apertados! 

O mais próximo para nós – e que virou uma espécie de quintal – era o Billy Johnson (Central Park, próximo à entrada que fica entre a E 66th e a E 67th St.). Ele não tem os brinquedos mais modernos, mas se tornou o nosso preferido porque é todo feito com elementos naturais – degraus de madeira, pontes de pedra, muitas plantas e flores por todo lado. O astro do pedaço é o escorregador de granito (na foto abaixo) – largo, alto, curvado, rápido… perfeito!

Também estivemos em vários outros plays que fomos encontrando pelo caminho, enquanto tentávamos chegar perto dos esquilinhos que povoam as árvores do Central.

A estátua da Alice no País das Maravilhas (Central Park, E 74th St.), por exemplo, é mais do que uma estática figura da personagem de Lewis Carroll sentada sobre um grande cogumelo. É cheia de cantinhos para se enfiar, escalar e contornar.

A estátua do clássico "Alice no País das Maravilhas" dá um toque especial ao Central Park
A estátua do clássico “Alice no País das Maravilhas” dá um toque especial ao Central Park

Ao lado do Metropolitam Museum Of Art, há o Ancient Playground (Central Park, E 85th St, na foto ao alto). Se dentro do museu, você vê templos, capelas e joias egípcios, a área externa vizinha é cheia de pirâmides para escalar, túneis e obeliscos inspirados na arquitetura da antiga civilização.

Como no museu, a área do parquinho é cheia de lugares divertidos para explorar
Como no museu, a área do parquinho é cheia de lugares divertidos para explorar

Outros parques
Segundo a revista Time Out, o melhor playground de Nova York fica no Pier 6 do Brooklyn Bridge Park (Brooklyn Bridge Park, Atlantic Ave com Furman St, Brooklyn Heights). Andamos bastante para chegar até lá, mas valeu a pena. Não é apenas um parquinho, é um complexo!

O Pier 6 é longe, mas a quantidade de atividades que tem por lá faz valer a pena a caminhada
O Pier 6 é longe, mas a quantidade de atividades que tem por lá faz valer a pena a caminhada

Atravessamos a pé a ponte do Brooklyn – um passeio que já virou hit entre os visitantes – e chegamos ao Brooklyn Bridge Park, que se estende da ponte em direção ao sul, à margem do Rio East. O parque é novo e ainda tem várias partes em construção, mas o que já existe é bem bacana, com um paisagismo moderno que valoriza a vista maravilhosa de Manhattan. Como o Pier 6 é o último a partir da ponte, ou seja, fica no fim do parque, caminhamos por toda a sua extensão para chegar à área dos parquinhos. Há uma parte dedicada apenas a balanços de vários tipos, outra com teias e cordas para escalar, um tanque de areia, escorregadores, casinhas de dois andares, trenzinho com vários vagões feitos de madeira… Em volta, há arquibancadas para as mães, pais, babás, sentarem, observarem a movimentação da criançada e baterem papo. Achou pouco? No verão, é aberto o Water Lab, uma seção com pequenas quedas d’água e um caminho para molhar os pés. Tanta diversão dá fome? Ali mesmo tem um restaurante italiano com vista para a Estátua da Liberdade.

E por falar em Estátua da Liberdade, no Battery Park, de onde saem os barcos para visitá-la, nas épocas mais quentes do ano há um carrossel iluminado por LED, e uma área infantil bem legal, o Teardrop Park (Battery Park, River Terr entre Murray e Warren St.), com minimontanhas para escalar. Vale dar um pulo lá.

Imagens: Marina Monzillo e Getty Images

Participe fazendo seu comentário e aderindo à campanha: #queremosmelhoresparquinhospúblicosemSP”, criada pelo blog Pequenas Escolhas.

Serendipity

Serendipity 3: cardápio para se divertir e se esbaldar

Se você estiver em Nova York e quiser comer em um lugar bacana, eu tenho uma sugestão ótima: Serendipity 3. Em português, “Serendipity” significa uma feliz coincidência. É um perfeito restaurantezinho que não é tão pequeno assim.

Ele é famoso pelo seu Frozen Hot Chocolate (na foto acima) – parece brincadeira mas não é – e pela sobremesa de mil dólares. O primeiro é um milk-shake com um gostinho especial. Já a sobremesa milionária, que leva o nome Golden Opulence Sunday, é feita com ingredientes raros, frutas exóticas e cobertura de folhas comestíveis de ouro. E tem de ser pedida com 48 horas de antecedência!

O Golden Opulence Sunday é feito com ingredientes raros e  folhas comestíveis de ouro
O Golden Opulence Sunday é feito com ingredientes raros e folhas comestíveis de ouro

 

É difícil conseguir uma reserva no Serendipity 3,  mas vale a pena. Se não reservar, então, é praticamente impossível. Eu estive lá durante o verão com uma amiga e pedimos hambúrguer. Se você quiser algo diferente, o menu é bem servido de sopas, sanduíches, saladas, massas, peixes, crepes e omeletes. Também tomamos dois Frozen Hot Chocolate, um original e o outro de caramelo. Outras opções são abacaxi e limão, café, morango, coco com laranja etc.

Não gosto muito de sorvete, mas adorei o Frozen, especialmente o de caramelo. Os hambúrgueres também estavam gostosos e nós nos sentimos muito confortáveis com a decoração clássica. O restaurante está localizado em um lugar ideal: pertinho do Dylan’s Candy Bar, outro lugar que eu adoro em Nova York, um paraíso para quem ama doces. É uma loja divertida, colorida, tem cafeteria, sorveteria e espaço para fazer festas de aniversário.

O Serendipity 3 é muito gostoso se você busca comfort food. Um lugar simples, mas que ao mesmo tempo faz você sentir que está tomando chá no país das maravilhas.

E também tem sua própria lojinha. Lá você pode encontrar livros de receita, docinhos, bijuterias, perfumes e lembrancinhas.

 

O tradicional restaurante também tem uma lojinha
O tradicional restaurante também tem uma lojinha

 

Comente e confesse: você pagaria US$ 1 mil por uma sobremesa?

Imagens: Divulgação