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A primeira vez da pequena Alice em Londres

Escolhi Londres para viajar porque é uma das cidades que mais adoro na Europa. Moro na Itália com meu marido e Alice, minha filha de 2 anos. Para nós, o voo durou pouco: uma hora e meia.

Toda a trabalheira para chegar até o aeroporto foi o que mais cansou e durou muitas horas. Mas o que merece ser contado dessa nossa aventura é o modo completamente novo que vivi a cidade – que já tinha visitado quatro vezes até então. Ir para o mesmíssimo lugar com uma criança é completamente diferente. E assim foi.

 

Londres com criança
Quarteirão infinito Por mais que a capital inglesa seja plana, longas caminhadas não dão certo com crianças pequenas

 

Já percebemos, nas tantas jornadas que fizemos com nossa pequena, que o mundo deles tem dimensão menor. Fazer longas caminhadas não tem sentido. Passar muito tempo em meios de transporte, pior ainda.  Alice pára para ver as pedrinhas no chão, os telefones vermelhos, as lojas diferentes. Cada quarteirão fica infinito.

Pensando assim, reservei um hotel bem do lado do Hyde Park, que foi nosso ponto central da viagem. Íamos a pé pra lá. E de lá para outros lugares do centro era muito rápido. Evitamos metrô (não dá pra ver nada!). Nos ônibus, no andar de cima, você tem visão panorâmica do passeio. Deixávamos o carrinho dela embaixo, travado, e subíamos.

Hyde Park

 

O principal parque londrino é maravilhoso e, se o tempo está bom, merece uma tarde inteira lá. Para brincar perto do lago, dos patos. Para ver esquilos de perto. E muitas crianças (principalmente no fim de semana). A atmosfera é uma delícia. Fomos na primavera. Mas eu já tinha ido em pleno inverno com minha mãe para a Hyde Park Winter Wonderland e foi a festa de Natal mais esplendorosa que vi na minha vida, cheia de barraquinhas iluminadas com comidas divinas, enfeites, bichinhos de pelúcia. Seja no calor ou no frio, vale a pena visitar e se hospedar perto para se conectar com o centro da cidade.

Natural History Museum

Alice adorou porque se interessou pelas luzinhas, os barulhos e o piso do museu, que achou que parecia o da nossa cozinha.

Mas nem ligou pro esqueleto de dinossauro gigantesco que fica no meio do edifício (acho que não conseguiu visualizar). Imagino que uma criança de 4 ou 5 anos entenderia melhor. O museu é gratuito e tem uma lanchonete ótima dentro dele. Alice dormiu a soneca da tarde ali mesmo. Depois acordou e comeu macarrão. Muitos pais estavam dando bolos para os filhos (todo lugar tem bolo!).

Big Ben + London Eye

 

 

A dobradinha foi o ponto alto da nossa viagem. Não subimos na London Eye (a roda gigante que é mesmo gigante) porque não achamos interessante pra Alice ficar fechada num lugar vendo paisagem. Mas ela ficou fascinada em ver a London Eye de longe. Esses objetos enormes causam uma impressão forte nos pequenos.

E a grande paixão da viagem foi, para a Alice, o Big Ben. Ela perguntava o tempo todo do “relógio com sino” e ficava falando: “Ben Ben Ben”. E pediu para voltar (meu marido a levou novamente, enquanto eu fui sozinha ao Victoria & Albert Museum). Jamais imaginaria. Acreditava que ela iria ficar louca pelos esquilos (um deles quase subiu no carrinho dela), mas é imprevisível saber de antemão o que vai divertir mais as crianças.

 

 

 

Oxford Street

Caminhar  pelas ruas de comércio do centro foi divertido pra todos. Principalmente poder comer um muffin com leite gelado na rede de cafés Costa. Essa também, como a Pret a Manger, tem em todos os lugares, é tipo uma Starbucks. Não tem nada de especial e característico, mas eu já tinha gostado do cappuccino de lá, os bolos são ótimos e tem espaço para carrinho. Prático.

Aliás, estávamos sempre com o carrinho dela. Servia para deixar ela “presa” em lugares de muita multidão e também para dormir a soneca da tarde. A cidade é plana e há um espaço reservado para colocar carrinho no ônibus.

Onde ficar

Londres tem muitas opções de hospedagem em residências no site Airbnb. Acho que vale a pena se for no centro e para grandes famílias. Do contrário, com criança, nada melhor do que alguém que limpe seu quarto todos os dias e troque as toalhas. Também é importante ter uma portaria para alguma necessidade, ou mesmo para pedir dicas. Sugiro a região em torno do Hyde Park. Já me hospedei no Corus Hyde Park e no Royal Eagle Hotel. São hotéis funcionais, para chegar e dormir: quartos limpos, simples, chuveiro bom. E nada demais. Voltaria no Corus. O Royal tem quarto muito pequeno.

 

Hyde Park
Vizinhas dos patinhos Escolher uma hospedagem ao lado de um belo parque londrino é a pedida

 

 

Onde comer em Londres com crianças? Confira a continuação das dicas desta viagem aqui

Imagens: Juliana Lopes e Getty Images

Café da manhã

O que dar para as crianças comerem em Londres?

Em Londres come-se muito pior que na Itália, onde moro e estou acostumada a comer bem.

E sempre fui muito preocupada com a alimentação da minha filha. Gosto que ela coma coisas saudáveis nos horários certos. Depois que ela fez 2 anos, libero um chocolatinho de vez em quando, ou sorvete. Mas fritura e porcarias industrializadas não têm vez em casa. Na nossa viagem à Inglaterra (confira o relato aqui), tive que respirar fundo. Ela, um dia, almoçou batata frita. E comeu batata chips no avião, porque o voo atrasou. E, no geral, achei que pagamos muito caro nos restaurantes para comermos mal.

 

Não recomendo

 

Serpentine Bar & Kitchen
Só bonito O Serpentine fica no Hyde Park e, claro, é bem turístico. A comida não fica a altura do cenário

 

O restaurante Serpentine Bar & Kitchen, super descolado, lindo, com uma vista incrível- porque fica bem no meio do Hyde Park -deixou a desejar. A conta veio alta (quase 50 libras em dois pratos simples) para comer um hambúrguer seco. Valeu pela paisagem. Voltaria na próxima vez para tomar um suco e não para uma refeição completa.

Recomendo

Paramos em vários restaurantes até percebemos que o que funcionava para a Alice era a rede Pret a Manger, que você encontra em qualquer lugar. Eles têm sanduíches, massas, saladas e sopas que vêm em copo. Inclusive com ingredientes orgânicos. E várias opções de sucos de fruta.

O que não chegamos a experimentar – porque cansamos de restaurantes e Alice também -, mas poderia ter funcionado foi um indiano, para comer arroz com frango.

 

 

Rainforest Cafe
Estilo americano A lojinha temática precede o restaurante Rainforest Cafe, onde até chuva cai para divertir a turma

 

Um lugar que foi escolhido especialmente para a Alice foi o restaurante Rainforest Cafeem Piccadilly Circus. É inspirado em florestas tropicais. Simplesmente chove dentro do restaurante. As crianças ficam loucas.

A entrada é por uma loja de brinquedos com centenas de bichinhos de pelúcia tropicais, como cobras e sapos – tudo lindo. No canto, um jacaré mecânico nada numa piscina. Uma árvore no centro do salão conversa com as crianças. Para descer na “floresta”, há uma escadaria toda iluminada. E antes da “chuva”, muitas trovoadas (que até assustam).

Qualquer criança (ou adulto) pode comemorar o aniversário sem reservar antes, é só avisar na entrada e pedir uma sobremesa. Os garçons convocam todos para cantar “Happy Birthday”. Era o meu aniversário e cantaram para mim. O menu é bem variado, agrada crianças e adultos.

Dica de lanchinho

Leve na bolsa sempre aquelas super barras de cereais que são vendidas em qualquer supermercado e em muitas lanchonetes. São feitas geralmente de cereal e mel. Se você está no meio de uma atividade muito divertida e não tem como achar lugar pra almoçar, a barrona de cereal dá energia e segura as pontas.

Refeição para valorizar

É fácil encontrar lugares que servem o café da manhã inglês. O completo pode ser muito pesado pras crianças (porque tem feijão, tomate, carne temperada). Mas você tem a opção de pedir ovos mexidos, leite, cereal – a aveia com frutas vermelhas é um clássico inglês (foto no alto).

Reforçando o café da manhã e levando uma barra de cereal na bolsa, você consegue aproveitar mais tempo até fazer um almoço/lanche mais tarde.

 

Imagens: Juliana Lopes, Karen Bryan/Creative Commons e Photo Dollar Club.

 

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Paraty e para crianças

Venho por meio deste (texto) rechaçar um mito: o de que Paraty não é destino para crianças pequenas.

Dá para entender o que faz as famílias com babies e toddlers pensarem na cidade litorânea como complicada. Preferida dos jovens casais paulistanos (e alguns cariocas, afinal, pertence ao Estado do Rio de Janeiro e fica mais próxima da capital fluminense do que da paulista), Paraty não faz o estilo pé-na-areia, tem a vida noturna como grande atrativo – são cada vez mais numerosos os bares e restaurantes com música ao vivo, quase sempre no estilo banquinho/MPB no violão – e o Centro Histórico tem aquele calçamento de pedras lindo, mas que impossibilita carrinhos de bebê e passinhos (ainda) hesitantes.

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Pedra sobre pedra: o calçamento do Centro Histórico agrada aos adultos, mas atrapalha quem ainda dá passinhos hesitantes

 

De fato, curtir o charmoso Centro Histórico e seu comércio não foi o foco da minha quarta e mais recente ida à Paraty, a primeira com a pequena. Ela se cansava rápido de andar sobre as pedras e pedia colo. Mas isso não significa que aproveitamos menos. A seguir, meu roteiro de Paraty com uma criança de 3 anos:

1. Vá no verão

Paraty é incrível o ano inteiro, tem Festa Literária (FLIP), Festa do Divino, festival de fotografia (Paraty em Foco). Mas com criança, o melhor é ir mesmo durante o verão, curtir a natureza. Em algumas ilhas, dá para ver lagartos e micos. Catamos conchinhas aos montes e pegamos bolachas-do-mar na mão (e depois devolvemos!). E aproveitamos diariamente os sorvetes da Pistache ou do Finlandês – ambos no Centro Histórico.

2. Não fazer passeio de barco é perder o melhor de lá

Existem três opções: escuna, barco particular e lancha. Os preços são proporcionais ao conforto. Escunas levam grupos grandes, com duração, roteiro e trilha sonora (axé) pré-definidos. Os barcos de “pescador” dão mais liberdade porque levam apenas um ou dois grupos. Nós optamos pela lancha, que tem a mesma possibilidade de customização, mas é rápida, dá para ver mais em menos tempo. Valeu a pena.

 

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Parada para encher a barrigota: passear de lancha em Paraty é poder chegar na Ilha do Algodão

 

O ponto alto foi conhecer o Saco do Mamanguá, uma espécie de fiorde tropical, paredões verdes em uma baía linda. Na volta, paramos na Ilha do Algodão, para um almoço maravilhoso no restaurante do Hiltinho. Ao fim de cinco horas de passeio, minha filha já mergulhava da lateral da lancha no mar sem receio. A embarcação leva até 9 pessoas, e o preço varia de R$ 150 a R$ 200 a hora, na alta temporada.

3. Praias acessíveis de carro

Mas o melhor para crianças, sem dúvida, são algumas praias de mar calmo, quase piscina, que ficam no máximo a 15 quilômetros do centro.

– Barra do Corumbé

Pequena, com barquinhos de pescador, acesso pelo km 565 da Rio-Santos.

O melhor: o quiosque Cheiro de Camarão: arrumadinho, com deliciosos sucos, porções de frutos do mar generosas e bem feitas. A sombrinha do sapé é perfeita para a turminha brincar, enquanto os pais relaxam.

O lado ruim: a água do mar é turva por conta de folhas e algas, mas nada que impeça o banho.

 

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Sombra e calmaria: Barra do Corumbé nem tem o melhor banho de mar, mas tem o melhor quiosque!

 

– Paraty-Mirim

Acesso pelo km 593 da Rio-Santos, e mais 7 Km de estrada de terra. Me lembrou a Guarda do Embaú (SC) por conta do vento incessante e do encontro do mar com o rio.
O melhor: a praia é linda, o mar é límpido e calmíssimo. Difícil ter vontade de sair da água e impossível tirar a criançada de lá.
O lado ruim: A estrutura. O melhor dos mundos seria um quiosque como o Cheiro de Camarão em Paraty-Mirim.

 

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Mar rasinho toda a vida: é assim a praia de Paraty-Mirim, cercada por um banco de areia

 

Fotos: Marina Monzillo e Otávio Nogueira/Creative Commons

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Como é o Museu de los Niños, em Buenos Aires

Basta dar um Google em “Buenos Aires com crianças”, você encontrará uma boa variedade de dicas, e o Museu de los Niños aparece em todos os roteiros. Apesar de o nome remeter à arte e história, o que temos, de fato, é um parque de diversões educativo que poderia se chamar Ciudad de los Niños. Há supermercado, agência de correios, banco, consultório de dentista, ônibus, carros, avião, tudo de brincadeira. Para os pequenos experimentarem, de forma lúdica, a vida adulta.

Dentro do museu há um supermercado cheio de produtos para os pequenos comprarem. Tudo de mentirinha.
Dentro do museu há um supermercado cheio de produtos para os pequenos comprarem com dinheiro de mentirinha

 

Pontos positivos:

– Apesar de um leve cheio de mofo no ar, as instalações têm aparência de novas, são lindamente coloridas e bastante seguras.

 

Tudo  é colorido para chamar a atenção dos pequenos e seguro para a tranqulidade dos papais

 

– É um programa perfeito para um dia de chuva na capital portenha. O Shopping Abasto ainda tem uma roda gigante indoor, um parquinho estilo “Playland” e uma praça de alimentação logo ao lado.

Pontos negativos:

– Fica dentro de um shopping, o que tira um pouco da graça do parque.

– O Abasto fica um pouco distante das áreas mais turísticas da cidade, levamos 20 minutos de táxi do Puerto Madero até lá.

Confira horário de funcionamento e preço dos ingressos aqui

Tem até navio, ancorado em um porto, dentro do espaço no Shopping Abasto
Tem até navio, ancorado em um porto, dentro do espaço no Shopping Abasto

 

Fotos: Marina Monzillo

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Passeios em Buenos Aires com criança

Quando começamos a planejar nosso roteiro na Patagônia, decidimos ir de uma cidade para outra de avião, porque as distâncias são enormes (El Calafate está a 2.762 km de Buenos Aires, e Ushuaia, 2.370 km). A viagem de carro sem criança já seria aventura. Com ela, um perrengue desnecessário.

Portanto, voamos de São Paulo para Buenos Aires e, de lá, seguimos para o extremo sul argentino, tudo com a Aerolíneas Argentinas (que está com aviões novos e não atrasou nenhum trecho!).

Os quatro dias na capital portenha para aquecer os motores foram ótimos. A cidade faz parte daquele rol de lugares onde o tempo de permanência nunca é demais. Podemos voltar dezenas de vezes e sempre haverá um restaurante novo pra conhecer, uma exposição bacana em cartaz, um cantinho querido para matar a saudade. Desta vez, focamos em uma programação infantil em Buenos Aires, que incluiu os Bosques de Palermo e o Museu de Los Niños. Foi totalmente novo para mim, que já estive lá quatro vezes.

Os pequenos vão adorar o parquinho nos Bosques de Palermo.
Os pequenos adoram o parquinho da Plaza Alemania, às margens dos Bosques de Palermo

 

Bosques de Palermo

Nosso QG foi um apartamento AirBnB em Palermo Hollywood, a uma quadra da Avenida del Libertador. Os Bosques de Palermo, a menos de 10 minutos a pé, foi nosso quintal.

Não faltam atrações nesse que é o principal pedaço verde de BA. Na extremidade, na Plaza Alemania, tem um playground com brinquedos de madeira e até um jogo da velha. Os pequenos locais se enturmaram rapidamente com a minha brasileña.

Em Bosques de Palermo tem diversão e atividades pae
Mente e corpo se exercitam com jogo da velha, escorregadores e balanços no playground portenho

 

Atravessando a rua tem o belo Jardim Japonês, construído em 1967 quando o príncipe Akihito (hoje imperador) visitou a Argentina. São lagos de carpas, pontes vermelhas, uma pequena cerejeira e muitos bonsais. Um oásis de tranquilidade.

Toda a delicadeza da cultura japonesa em um só jardim
Toda a delicadeza da cultura japonesa em um só jardim

 

Seguindo mais um pouco, tivemos de escolher: zoológico à esquerda, do outro lado da avenida, ou o lindíssimo Rosedal, um jardim de rosas de diversas cores. Fomos primeiro ao Rosedal, que fica à beira de um lago, onde há pedalinhos para alugar.

As fotos dizem mais que palavras. São cerca de 18 mil flores, uma pérgula e uma fonte em estilo andaluz. E em meio a tudo isso, o jardim dos poetas, com bustos de Shakespeare, García Lorca e Dante Alighieri, entre outros.

 

Além de encher nossos olhos, as rosas do Rosedal são protagonistas de belas fotos
Além de encher nossos olhos, as rosas do Rosedal são protagonistas de belas fotos

 

Zoológico de Buenos Aires

À primeira vista, El Jardín Zoológico de Buenos Aires me pareceu meio abandonado, um pouco mal cuidado – não falo dos animais, mas das dependências. Mas logo lembrei de que não estava nos EUA, então, não fazia sentido encontrar um zoo todo perfeitinho, estéril, com cara de parque temático.

Se você conseguir enxergar beleza na decadência, vai perceber como este não é apenas mais um lugar para ver girafas, leões e zebras. Inaugurada em 1888, a área é uma joia da arquitetura vitoriana. As construções que abrigam os animais merecem tanta atenção quanto os próprios bichos. Há extravagâncias como uma espécie de templo hindu para os elefantes e uma grande gaiola em estilo andaluz para os macacos.

Mais do que uma visita aos animais, o Zoo é uma chance de ver a bela arquitetura da cidade
Mais do que uma visita aos animais, o zoo é uma chance de ver exemplos de arquitetura vitoriana

Os Bosques de Palermo rendem bem mais que um dia ao ar livre, porque ainda tem pedalinhos no lago, o planetário Galileu Galilei, o Jardim Botânico e o hipódromo.

Conheça aqui o Museu de los Niños, outra atração infantil de Buenos Aires.

Imagens: Marina Monzillo

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3 atrações no Central Park para os pequenos

Se você já tiver exausto das andanças em Nova York, sempre haverá o Central Park para reanimá-lo.

O enorme parque, que corta boa parte de Manhattan, pode ser curtido em todas as estações do ano, por moradores ou turistas, de todas as idades. Selecionamos algumas das atividades mais legais para fazer por lá, principalmente se você estiver com crianças pequenas.

Piquenique

Um programa clássico no Central Park em dia de sol é o piquenique. Os melhores lugares para estender sua toalha são no Great Lawn (meio do parque, da rua 79th até a 85th) , no Sheep Meadow (lado oeste, da rua 66th até a 69th) e na região do Belvedere Castle (meio do parque, na rua 79th, na foto acima).

Para abastecer a cesta, há o maravilhoso supermercado Whole Foods no subsolo do edifício Time Warner, na esquina sudoeste do parque, e o Food Emporium, no Upper East Side.

Central Park Zoo e Tisch Children’s Zoo
Quando soube que não há girafa, leão, hipopótamo e zebra no zoológico do Central Park ((lado leste entre as ruas 63th e 66th), como nos filmes Madagascar, confesso, fiquei decepcionada. Mas resolvi dar uma chance porque, com uma criança pequena, achei muito cansativo ir até o Bronx conferir o grande e maravilhoso zoo que há por lá. E foi ótimo, perfeito para a idade dela e para quem não quer gastar um dia inteiro da viagem para Nova York vendo bichos. Porque o espaço é fofo, bem cuidado, mas pequeno. Tem focas, pássaros, macacos e pinguins e é basicamente isso. O guepardo estava escondido, não o vimos. E o amado urso polar Gus, principal atração do zoo, morreu este ano. Então, em uma gostosa manhã, você vê os animais, assiste à versão 4D da animação Rio, confere o Delacorte Clock, que a cada meia hora roda como uma caixinha de música gigante, e passa pelo Tisch Children’s Zoo.

Os animais do zoo são bem cuidados e encantam pequenos e adultos
Os animais do zoo são bem cuidados e encantam pequenos e adultos

 

O Tisch é um misto de parquinho e fazendinha que está incluso no ingresso e muita gente nem se dá o trabalho de conhecer, mas a criançada adora. Há cascos de tartaruga onde pode-se entrar para tirar foto, ovos gigantes de alvenaria para entrar, coelhinhos de madeira para montar, e pônei, porquinhos e ovelhinhas para alimentar. Tudo isso à beira da Quinta Avenida!

Swedish Cottage Marionette Theatre (lado oeste na rua 79th)

Poucos visitantes sabem, mas existe um teatro de marionetes no Central Park. Ele fica em um chalé estilo sueco, em um meião tranquilo da área verde. Geralmente, são apresentados clássicos infantis, como Chapeuzinho Vermelho. Dá para comprar ingresso pela internet e há de uma a três performances diariamente.

O Central Park também é o paraíso dos parquinhos, como já contamos aqui.

Quer saber mais sobre o parque mais famoso de Nova York? Pergunte para a gente. 

Imagens: Daniel Rodriguez e Massmatt/Creative Commons

Como dentro do museu, a área do parquinho é cheia de lugares divertidos para explorar

Os maravilhosos parquinhos de Nova York

Acordar, tomar café da manhã – com direito a panquecas, waffles, ovos mexidos, amoras e mirtilos frescos -, sair a pé para o parque mais próximo, e esse parque é o…Central Park!

Vai dizer que essa rotina não é atraente? Para as crianças, então, é o máximo. Difícil mesmo é segurar a ansiedade diante de tantas coisas que Nova York oferece para nós, os grandes, e para os pequenos. Como conciliar tantos programas?

Essa resposta eu ainda pretendo encontrar. Enquanto isso, listei tudo que fizemos de bom por lá com nossa garotinha. Este é o primeiro texto de uma série sobre Nova York com crianças e vou falar dos:

Melhores playgrounds
Se teve uma palavra que a minha filha falou muuuito nessa viagem foi: “Parque”. Todo o dia ela pedia e nós, sem esforço algum, passávamos pelo menos uma hora em uma das caprichadas áreas verdes da cidade.

No Central, no Bryant, no Battery, no Brooklyn Bridge Park e em outros que nem conheci, você nunca está longe de um playground, um sempre diferente do outro, todos impecáveis na segurança e manutenção, com aqueles pisos que parecem concreto, mas são acolchoados. Há brinquedos para todas as idades, com os parafusos sempre muito bem apertados! 

O mais próximo para nós – e que virou uma espécie de quintal – era o Billy Johnson (Central Park, próximo à entrada que fica entre a E 66th e a E 67th St.). Ele não tem os brinquedos mais modernos, mas se tornou o nosso preferido porque é todo feito com elementos naturais – degraus de madeira, pontes de pedra, muitas plantas e flores por todo lado. O astro do pedaço é o escorregador de granito (na foto abaixo) – largo, alto, curvado, rápido… perfeito!

Também estivemos em vários outros plays que fomos encontrando pelo caminho, enquanto tentávamos chegar perto dos esquilinhos que povoam as árvores do Central.

A estátua da Alice no País das Maravilhas (Central Park, E 74th St.), por exemplo, é mais do que uma estática figura da personagem de Lewis Carroll sentada sobre um grande cogumelo. É cheia de cantinhos para se enfiar, escalar e contornar.

A estátua do clássico "Alice no País das Maravilhas" dá um toque especial ao Central Park
A estátua do clássico “Alice no País das Maravilhas” dá um toque especial ao Central Park

Ao lado do Metropolitam Museum Of Art, há o Ancient Playground (Central Park, E 85th St, na foto ao alto). Se dentro do museu, você vê templos, capelas e joias egípcios, a área externa vizinha é cheia de pirâmides para escalar, túneis e obeliscos inspirados na arquitetura da antiga civilização.

Como no museu, a área do parquinho é cheia de lugares divertidos para explorar
Como no museu, a área do parquinho é cheia de lugares divertidos para explorar

Outros parques
Segundo a revista Time Out, o melhor playground de Nova York fica no Pier 6 do Brooklyn Bridge Park (Brooklyn Bridge Park, Atlantic Ave com Furman St, Brooklyn Heights). Andamos bastante para chegar até lá, mas valeu a pena. Não é apenas um parquinho, é um complexo!

O Pier 6 é longe, mas a quantidade de atividades que tem por lá faz valer a pena a caminhada
O Pier 6 é longe, mas a quantidade de atividades que tem por lá faz valer a pena a caminhada

Atravessamos a pé a ponte do Brooklyn – um passeio que já virou hit entre os visitantes – e chegamos ao Brooklyn Bridge Park, que se estende da ponte em direção ao sul, à margem do Rio East. O parque é novo e ainda tem várias partes em construção, mas o que já existe é bem bacana, com um paisagismo moderno que valoriza a vista maravilhosa de Manhattan. Como o Pier 6 é o último a partir da ponte, ou seja, fica no fim do parque, caminhamos por toda a sua extensão para chegar à área dos parquinhos. Há uma parte dedicada apenas a balanços de vários tipos, outra com teias e cordas para escalar, um tanque de areia, escorregadores, casinhas de dois andares, trenzinho com vários vagões feitos de madeira… Em volta, há arquibancadas para as mães, pais, babás, sentarem, observarem a movimentação da criançada e baterem papo. Achou pouco? No verão, é aberto o Water Lab, uma seção com pequenas quedas d’água e um caminho para molhar os pés. Tanta diversão dá fome? Ali mesmo tem um restaurante italiano com vista para a Estátua da Liberdade.

E por falar em Estátua da Liberdade, no Battery Park, de onde saem os barcos para visitá-la, nas épocas mais quentes do ano há um carrossel iluminado por LED, e uma área infantil bem legal, o Teardrop Park (Battery Park, River Terr entre Murray e Warren St.), com minimontanhas para escalar. Vale dar um pulo lá.

Imagens: Marina Monzillo e Getty Images

Participe fazendo seu comentário e aderindo à campanha: #queremosmelhoresparquinhospúblicosemSP”, criada pelo blog Pequenas Escolhas.

Maceio com criança

Maceió com criança

Era novembro e todos os paraísos da costa brasileira estavam com a lotação praticamente esgotada para o Réveillon. O que fazer? Depois de um semestre estressante, eu queria Nordeste, eu queria pé na areia, eu queria sombra e água de coco fresca.

Meus lugares desejados estavam com preços estratosféricos – Carneiros (PE), São Miguel do Gostoso (RN) – e/ou ficavam completamente descaracterizados pelo agito do fim do ano – Trancoso (BA), Fernando de Noronha (PE), São Miguel dos Milagres (AL).

Resolvi seguir a dica do Ricardo Freire de como encontrar o menor “susto-benefício” no Ano-Novo e me mandei para uma capital nordestina. Uma cidade com mais estrutura tinha vantagem extra para mim: estaria com minha filha, que tinha menos de dois anos.

A escolhida foi Maceió. O marzão verde esmeralda, os bons restaurantes, a vista das jangadas estacionadas na areia e a simpatia alagoana compensaram os bares de praia enormes (alguns de dois andares!) repletos de guarda-sóis da Nova Schin (ou da Skol) e ao som de música brega que ocupam quase todas as praias no raio de 50 km da cidade.

A minha seleção para curtir Maceió de modo tranquilo para adultos e divertido para os pequenos:

Hotel

OK, o Radisson Maceió é um hotel de rede e por princípio e gosto preferimos uma experiência hoteleira com mais personalidade. Mas este é o melhor hotel da orla urbana, com serviço impecável, bom restaurante, piscina para adultos e crianças e kids´ club. Era a dose perfeita de conforto e praticidade que procurávamos. Para completar, tem um lago de carpas na entrada, e as crianças podem alimentar os peixes com ração fornecida na recepção. Minha filha amou.

Com crianças, há sempre a opção dos resorts com programação de atividades (o que não tem no Radisson). Não faz muito o meu gênero, mas se fizer o seu, atenção: estão na moda as pool parties (importadas de Las Vegas?) e em vários hotéis as piscinas são tomadas por festas com muita bebida e música eletrônica em pleno fim de tarde na alta temporada, o que praticamente expulsa as famílias da área.

Restaurante/bar

O Divina Gula é uma delícia. Vários ambientes decorados com charme, varanda gostosa, comida variada com toque mineiro e parquinho ao ar livre para as crianças. Peça o queijo coalho na chapa com pipoca de alho e pão de alho.

Sorvete

A Bali é a mais tradicional, mas a sorveteria com a maior variedade de sabores regionais é definitivamente a Delícias do Cerrado. É uma curtição descobrir frutas que só ouvimos falar nas letras de músicas de Alceu Valença, Gilberto Gil ou Djavan (alagoano!). Você pode ficar no abacaxi, coco ou caju, mas que tal se aventurar com bocaiúva, guavira, jaca, graviola, jatobá, buriti e coco de guariroba, hein?

Banho de mar

O melhor banho de mar é em Barra de São Miguel. Os recifes seguram as ondas e transformam as águas em uma piscina calminha no trecho onde fica o bar Praêro. A melhor estrutura para as crianças é a do beach club Hibiscus, na praia de Ipioca. A entrada é paga.

Jangada

Tem jangada no mar de Maceió. Essa é uma das marcas registradas da capital. O passeio sai da Pajuçara, a praia em frente ao Radisson (e a vários outros hotéis), e acontece na maré baixa, quando se formam piscinas naturais a poucos quilômetros da costa. Chegando lá, o clima é farofento, mas a oportunidade de andar nesse tipo de barco à vela, rústico e artesanal, vale muito.

Quem tem mais dicas de Maceió com crianças? Outro hotel bacana? Restaurante? A cena gastronômica da capital alagoana é bem interessante, não?