Sobre

Sobre Somos Todos Feministas

Eu uso sutiã desde os 12 anos. Mas tenho o maior respeito por quem precisou queimá-lo na década de 1960. ILUSTRA: Ju Amora

SOBRE A AUTORA

Meu nome é Evelin Fomin. Nasci em São Paulo e, ao contrário da maioria das famílias brasileiras, fui criada em vários bairros da cidade, a contragosto da minha mãe, que sempre detestou caminhão de mudança. Passei minha primeira infância em um apartamento antigão em Pinheiros; vi meu irmão mais velho chorar a perda de uma das Copas do Mundo na casa da Vila Yara, em Osasco; meu gato siamês Ping pulou do quinto andar do apartamento do Morumbi e sobreviveu; e achei que estava me mudando para o interior quando tivemos de ir para a casa de Presidente Altino na minha pré-adolescência. Descobri que os gregos eram escandalosos ao viver em Astoria, um bairro do distrito de Queens, em Nova York, e que São Paulo não existia no mapa para os residentes do ZIP code 76542 de um bairro de Killeen, cidade minúscula do Texas. Já adulta e casada, vivi momentos felizes com quatro cachorros em um sobrado geminado da Saúde e, quem diria, quase uma década depois eu acabaria vindo parar bem na rua onde eu nasci, no bairro da Bela Vista. Passo meus dias ao lado de duas cadelinhas idosas e resistentes e uma gatinha cheia de energia (ela morreu abruptamente em 22/7/2015, o que me deixou de cama por uma semana). Obrigada por passar por aqui.

SOBRE O BLOG

Eu cresci em um ambiente religioso. Em casa, era ensinada a ser dona do meu próprio nariz. Na Igreja Batista, ainda muito pequena, ouvi com meus próprios ouvidos (!) que “as mulheres não podiam falar na igreja”. A interpretação literal da Bíblia sempre foi uma questão (ruim) dentro do protestantismo. Apoiada (ou não) na questão cultural x doutrinária das Escrituras, minha família se fingia de morta e seguia em casa ensinando a mim e à minha irmã mais nova que nós NÃO estávamos sendo criadas para servir a homem algum – mas que devíamos servir a Deus acima de todas as coisas. O feminismo estava implícito na minha vida, era algo natural até a palavra feminista ser usada para me tachar de radical, intransigente, superior ao gênero oposto. Se o feminismo era natural a mim, ser feminista era a morte. Não queria estar colada a uma palavra com tantas conotações negativas.

Em 5 de abril de 2008, ouvi pela primeira vez o que seria um contra-senso nesse ambiente protestante: foi uma missionária evangélica americana quem me inspirou a me assumir com todas as letras. Ela, que participou de Woodstock em sua juventude, contou um pouco de sua experiência de vida e, no meio do papo, comentou com a maior naturalidade que era feminista e que apoiava aquela queima de sutiãs que aconteceu à sua volta. Ouvir aquilo de uma missionária foi a quebra final dos paradigmas que me faltavam.

SOBRE O TIME

Aina Pinto era jornalista e não é mais. Não quer nem saber mais em escrever textos, apesar de não ter deixado de escrever… códigos! Ela não só mudou de humanas para exatas como entrou – com muita raça – para um mundo predominantemente masculino. Ela é a nossa colaboradora para assuntos de desenvolvimento e você pode conhecer o trabalho dela aqui —> Pinto Web Design & Development.

Amanda C. é jornalista e pesquisadora sobre comportamento bissexual. Ela é a feminista da casa para assuntos de homoafetividade e especialista em finanças pessoais, um dos pilares cruciais do empoderamento da mulher. O universo da bissexualidade tem mil e uma facetas que você pode conhecer e acompanhar no site —> BlogSouBi.

Juliana Amorim é a Ju Amora, a ilustradora dos desenhos que acompanham os posts (exceto quando indicado) – e que você não só pode como deve usar por aí para atrair a atenção para a igualdade de gêneros. Ela é atriz de formação e há dois anos customiza banquetas com desenhos inspirados e cheios de personalidade. Para conhecer mais o trabalho dela e a loja virtual —> Ju Amora.

Marina Monzillo é jornalista e estrategista digital. É mãe de uma menininha empoderada de 3 anos e é a nossa colaboradora sobre assuntos relacionados a maternidade e o feminismo. Ela é também a amiga do tipo very personal guia de viagens e distribui o amor por viajar com uma generosidade que lhe é particular no seu site —> Até+Ver.

Tatiana Cardoso é designer gráfica e especialista em estampas. É dela a criação do logo do #SomosTodosFeministas e é quem dirige nossa identidade visual. É uma ativista das causas raciais que, sobretudo, envolvem a mulher negra. Seu trabalho de criação pode ser usado por aí, com a grife de leggings com estampas exclusivas e incríveis —> Tangerinne.