Arquivos da categoria: Restôs + Comidinhas

Restaurantes, bares, cafés e muita comfort food

Café da manhã

O que dar para as crianças comerem em Londres?

Em Londres come-se muito pior que na Itália, onde moro e estou acostumada a comer bem.

E sempre fui muito preocupada com a alimentação da minha filha. Gosto que ela coma coisas saudáveis nos horários certos. Depois que ela fez 2 anos, libero um chocolatinho de vez em quando, ou sorvete. Mas fritura e porcarias industrializadas não têm vez em casa. Na nossa viagem à Inglaterra (confira o relato aqui), tive que respirar fundo. Ela, um dia, almoçou batata frita. E comeu batata chips no avião, porque o voo atrasou. E, no geral, achei que pagamos muito caro nos restaurantes para comermos mal.

 

Não recomendo

 

Serpentine Bar & Kitchen
Só bonito O Serpentine fica no Hyde Park e, claro, é bem turístico. A comida não fica a altura do cenário

 

O restaurante Serpentine Bar & Kitchen, super descolado, lindo, com uma vista incrível- porque fica bem no meio do Hyde Park -deixou a desejar. A conta veio alta (quase 50 libras em dois pratos simples) para comer um hambúrguer seco. Valeu pela paisagem. Voltaria na próxima vez para tomar um suco e não para uma refeição completa.

Recomendo

Paramos em vários restaurantes até percebemos que o que funcionava para a Alice era a rede Pret a Manger, que você encontra em qualquer lugar. Eles têm sanduíches, massas, saladas e sopas que vêm em copo. Inclusive com ingredientes orgânicos. E várias opções de sucos de fruta.

O que não chegamos a experimentar – porque cansamos de restaurantes e Alice também -, mas poderia ter funcionado foi um indiano, para comer arroz com frango.

 

 

Rainforest Cafe
Estilo americano A lojinha temática precede o restaurante Rainforest Cafe, onde até chuva cai para divertir a turma

 

Um lugar que foi escolhido especialmente para a Alice foi o restaurante Rainforest Cafeem Piccadilly Circus. É inspirado em florestas tropicais. Simplesmente chove dentro do restaurante. As crianças ficam loucas.

A entrada é por uma loja de brinquedos com centenas de bichinhos de pelúcia tropicais, como cobras e sapos – tudo lindo. No canto, um jacaré mecânico nada numa piscina. Uma árvore no centro do salão conversa com as crianças. Para descer na “floresta”, há uma escadaria toda iluminada. E antes da “chuva”, muitas trovoadas (que até assustam).

Qualquer criança (ou adulto) pode comemorar o aniversário sem reservar antes, é só avisar na entrada e pedir uma sobremesa. Os garçons convocam todos para cantar “Happy Birthday”. Era o meu aniversário e cantaram para mim. O menu é bem variado, agrada crianças e adultos.

Dica de lanchinho

Leve na bolsa sempre aquelas super barras de cereais que são vendidas em qualquer supermercado e em muitas lanchonetes. São feitas geralmente de cereal e mel. Se você está no meio de uma atividade muito divertida e não tem como achar lugar pra almoçar, a barrona de cereal dá energia e segura as pontas.

Refeição para valorizar

É fácil encontrar lugares que servem o café da manhã inglês. O completo pode ser muito pesado pras crianças (porque tem feijão, tomate, carne temperada). Mas você tem a opção de pedir ovos mexidos, leite, cereal – a aveia com frutas vermelhas é um clássico inglês (foto no alto).

Reforçando o café da manhã e levando uma barra de cereal na bolsa, você consegue aproveitar mais tempo até fazer um almoço/lanche mais tarde.

 

Imagens: Juliana Lopes, Karen Bryan/Creative Commons e Photo Dollar Club.

 

Douro_na_Foz_do_Coa

Uma viagem enogastrônomica – e emotiva – por Portugal

Touriga nacional, trincadeira, tinta roriz, alvarinho, malvasia. A quem visita a Terrinha, vulgo Portugal, esse nomes com certeza estarão presentes nos almoços, jantares e passeios, principalmente se o roteiro incluir a região do Porto e do Alentejo. Isso porque eles batizam as principais castas de uvas portuguesas, que dão cor, aroma e alma aos vinhos tintos e brancos locais.

E “perseguir” as joias vinícolas dessas regiões é uma aventura não só saborosa, agradável, mas também emocionante para um brasileiro que em algum momento da vida conviveu com suas avós quituteiras. Sim, Portugal dos vinhos tem “vibe” de vó.

 

Vinícola no Rio Douro
Dica de ouro Na Quinta do Crasto, o banquete é servido às margens do rio, com vista e vinhos de deixar a cabeça leve

Rio Douro
Para os nostálgicos, vale buscar opções de turismo vinícola, ou seja, passear de barco pelo rio Douro, se hospedar em propriedades que produzem vinho ou passar o dia em uma delas e acompanhar a colheita, a seleção e a pisa das uvas no lagar (espaço onde essa parte da produção do vinho acontece) – quem quiser pode, inclusive, passar pela tradicional experiência de amassar as uvas com os pés.

Um local para conhecer é a Quinta do Crasto, incrustada nas inclinadas encostas do Rio Douro, a 130 km do Porto e a 430 km de Lisboa. A hospedagem ainda não está disponível nessa propriedade, mas a visita vale muito a pena, não só pela vista deslumbrante do rio, mas principalmente pelo prazer de degustar uma típica refeição portuguesa, carregada de sotaque e do carinho das cozinheiras do lugar, que adoram receber elogios em sua cozinha. É de comer (e beber) ajoelhados e com lágrimas nos olhos – uma dica importante, a sopa quente faz parte das refeições portuguesas, esteja fazendo 10° C ou 35° C.

 

Barris da Quinta do Crasto
Toque amadeirado A visita à produção da vinícola Quinta do Crasto faz parte do passeio

 

 

Évora
Outro lugar imperdível para os amantes da bebida de Baco é a cidade de Évora, no Alentejo, a 134 km de Lisboa. A propriedade Herdade do Esporão, estabelecida nos arredores da cidade histórica, patrimônio mundial pela Unesco (foi uma das capitais do Império Romano, por isso recomenda-se a visita às ruínas do Templo de Diana), oferece tour às vinhas e às oliveiras (a fazenda também produz azeite) e, no fim do passeio, degusta-se os muitos vinhos ali produzidos com um menu de dar água na boca de qualquer gourmet – no restaurante da propriedade, que tem vista para as vinhas, os pratos são preparados com produtos locais, cultivados na fazenda ou de fornecedores próximos, e traduzem uma deliciosa mistura da culinária tradicional do país com técnicas modernas da gastronomia. Depois de toda essa fartura, vale a visita à loja da propriedade. Além dos vinhos e azeites perfumados da Herdade do Esporão, pode-se comprar mel e utensílios de cozinha.

 

Pestiscos portugueses
In vino veritas  Na propriedade Herdade do Esporão, os petiscos típicos portugueses acompanham tintos e brancos

 

Vai parecer clichê e é, mas o fado é a tradução perfeita para classificar a viagem a esses dois destinos portugueses: emoção pura e nostalgia permanente.

 Quando ir
Viaje no mês de setembro. Ainda está quente (cerca de 30°C) e não tem tanto turista visitando as vinícolas, além de os preços estarem mais em conta.

 

Vinhas
Terrinha boa As vinhas em Évora, cidade da região vinícola do Alentejo

 

Trilha sonora

Gisela João, fadista contemporânea, celebrada como a grande artista da música portuguesa do século 21.

Imagens: Turismo en Portugal /Quinta do Crasto/Herdade do Esporão

campingfortwilderness

Disney com filhos pequenos: onde ficar e o que comer 

Orlando tem hospedagens para todos os gostos e bolsos e o mesmo pode se dizer em relação a restaurantes. Apesar da crença comum sinalizar o contrário, há comida para os mais diversos paladares e hábitos alimentares nos parques temáticos da cidade da Flórida.

Há um tanto de comodismo nessa história de que na Disney é preciso se render ao junk food. Sem dúvida, é tentador passar os dias à base de cachorro-quente, batata frita e sorvete, mas existem muitas alternativas para quem faz questão de uma alimentação mais saudável. Se essa é a pegada da sua família, temos algumas dicas de onde ficar e o que comer:

 

Testado e aprovado O Hollywood & Vine oferece "comida de verdade! dentro do Holywood Studios
Testado e aprovado O Hollywood & Vine oferece “comida de verdade” dentro do Hollywood Studios

 

1. Casa, comida e roupa lavada
Optamos por alugar uma villa – um apartamento mobiliado em um misto de condomínio e hotel. Ter uma cozinha equipada e uma máquina de lavar roupa à disposição facilita muito a vida e permite economizar uns bons trocados. Uma dica é não se distanciar muito dos parques. Se o orçamento permitir, vale a pena investir num dos resorts dentro do complexo (muitos deles, inclusive, oferecem villas). Caso contrário, há uma infinidade de resorts e condomínios na região do Lake Buena Vista, a poucos minutos dali.

2. E que tal acampar?
Você sabia que dá para acampar dentro da Disney? Sim, lá dentro, a poucos minutos de barco do Magic Kingdom. O Fort Wilderness, um dos resorts mais antigos, tem áreas de camping super bem equipadas, além de charmosos chalés espalhados pelo bosque. Como nossos filhos estão na fase “exploradores”, resolvemos passar duas noites lá, em uma barraca enorme (com cama de campana e tudo) alugada no próprio resort. Saiu menos de US$ 100 por dia, incluindo o aluguel da barraca, e foi uma experiência incrível. Cada camping site tem churrasqueira, mesa de piquenique, torneira e até tomada para carregar seu celular. Bem pertinho, tem uma comfort station com banheiros impecavelmente limpos, máquinas de gelo, bebedor, máquinas de lavar e secar roupas e telefones. Os meninos curtiram muito tomar café da manhã no meio da floresta, correr atrás dos esquilos e dos passarinhos, brincar na chuva (sim, choveu!), sair de lanterna para tomar banho e voltar no escuro, só com a luz da lua (sim, também teve lua cheia!), procurando o lobo-mau atrás das árvores. Nada como a simplicidade da natureza para recarregar a bateria depois de um dia de multidões, barulho e efeitos especiais.

 

 

Mais pertinho da natureza Uma opção divertida de acomodação dentro do complexo Disney é o camping Fort Wilderness
Mais pertinho da natureza Uma opção divertida de acomodação dentro do complexo Disney é o camping Fort Wilderness

 

3. Planeje o cardápio
Os restaurantes tipo buffet ou family-style em geral trazem um cardápio bem variado, inclusive com opções gluten-free para quem tem alergia. Sem falar no Epcot, onde você se esbalda com temperos internacionais nos pavilhões dos países ao redor do World Showcase.

Testamos e aprovamos o Tusker House (no Animal Kingdom), o Liberty Tree Tavern (no Magic Kingdom), o Hollywood & Vine (no Hollywood Studios) e o Teppan Edo (no Epcot). Além disso, levamos uma pequena bolsa térmica com cenourinha, frutas e sanduichinhos, além de ziploc com frutas secas e castanhas. E fizemos um combinado de uma porcaria por dia, que para nossa surpresa funcionou super bem.

 

Prato colorido Para quem não quer se empaturrar de cachorro-quente, existem buffets com bastante variedade
Prato colorido Para quem não quer se empaturrar de cachorro-quente, existem buffets com bastante variedade

 

4. O tal sorvete do Mickey
Ele não é nada além de um Eski-bon em forma de Mickey, mas é um clássico do qual você dificilmente vai escapar. O problema é nos dias mais quentes o danado derrete rápido, solta do palito e vira uma lambança só. Nossa primeira experiência foi trágica. Em poucas mordidas, o caçula estava todo lambuzado. Deu vontade de mergulhá-lo no chafariz do Epcot. Por isso, nosso conselho: faça um ice-cream plan. Leve roupas extras, recolha muitos guardanapos no carrinho de venda e, se puder, deixe para tomar o sorvete no final do dia, já quase a caminho do hotel.

 

Eski-bon orelhudo  O sorvete é um clássico do qual você dificilmente vai escapar. Previna-se da lambança!
Eski-bon orelhudo O sorvete é um clássico do qual você dificilmente vai escapar. Previna-se contra a lambança!

 

Já conferiu nosso guia de muita diversão e pouco estresse com crianças pequenas na Disney? Dá uma olhada aqui

Imagens: Ferdinando Casagrande, Priscila Ramalho, Walt Disney World Resort e Elizabeth McClay/Creative Commons

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A+V adora: restaurante Micaela

Em um sobrado de esquina, em um pedaço menos badalado dos Jardins, fica o Micaela, que bem podia estar em Tiradentes, Ouro Preto ou em alguma cidadezinha do vale do Paraíba, porque tem aquele jeitinho mineiro ou do interior paulista, tão brasileiro, tão acolhedor. Um detalhe na parede dá o clima: uma imagem de São Francisco de Assis encaixada entre os tijolos aparentes do interior da casa.

O chef Fabio Vieira é o proprietário. Já o conhecia do seu antigo endereço, a Casa de Maria Madalena, onde fomos atendidos de forma tão carinhosa, que não nos esquecemos.  Em uma ocasião, ao perceber minha filha, ainda bebê, no carrinho, ele veio até a mesa especialmente para perguntar se gostaríamos que preparasse uma papinha para ela. Nunca aconteceu em nenhum outro restaurante!

Alguns pratos desenvolvidos na cozinha anterior continuam com nova apresentação, como a reconfortante canjiquinha de camarão e linguiça (R$ 40) e os pintxos (massa) de tapioca com shimeji, queijo manteiga e rúcula selvagem (R$ 24) – descendente de espanhóis e com passagem por Barcelona, o chef mistura toques hispânicos em suas criações. Não espere o tradicional, os ingredientes familiares estão a serviço da inventividade e técnica do chef.

Eis a canjiquinha de camarão e linguiça
Eis a canjiquinha de camarão e linguiça

 

Desta vez conheci o biscoitão mineiro (R$ 25), com polvilho e carne de sol, que coloca os pães de queijo comuns no chinelo. E o cuscuz de galinha (R$ 29) que leva um toque de cachaça e fica molhadinho. Para acompanhar tudo isso, cachaças como a Claudionor, Vale Verde e Lua Nova.

Se você acha difícil encontrar algo mais delicioso que pão de queijo é porque ainda não conhece este biscoitão mineiro
Se você acha difícil encontrar algo mais delicioso que pão de queijo é porque ainda não conhece este biscoitão mineiro

 

Enquanto preparávamos este texto, Fabio Vieira ganhou o prêmio de chef revelação da edição 2014 da Veja São Paulo Comer & Beber. Merecido.

Micaela R. José Maria Lisboa, 228 , 11 3473-6849. Seg. à sex., 12h-15h30; 19h-23h. Sáb., 12h-16h30; 19h-23h.

Fotos: Divulgação/Gladstone Campos

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Para comer bem na Costa Rica

Nem só de açaí na tigela vive um surfista. Pelo menos, não no nosso caso. Em nossas viagens para pegar onda, eu a minha mulher adoramos sair famintos do mar e encontrar um lugarzinho despojado e amistoso, mas que sirva uma comida caprichada, que valha como uma experiência gastronômica e que, de preferência, valorize ingredientes locais. Em nossa última incursão pela Costa Rica passamos pela península de Puntarenas, na costa do oceano Pacífico, e conhecemos dois restaurantes que valeram a pena. Aqui vão as dicas:


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Arigato, na Playa Jaco

A Playa Jaco fica a cerca de uma hora de carro da capital San Jose. O vilarejo tem menos de 3 km de extensão, pouco mais de 10 mil habitantes, mas é a praia que mais recebe turistas da Costa Rica. Com várias opções de hotéis e pousadas e boa variedade de restaurantes, tem ainda boas ondas o ano todo e serve de base para quem quer surfar em praias próximas como Hermosa, Esterillos e Boca Barranca.

Um dos melhores restaurantes de Jaco chama-se Arigato. O dono e chef, Rudy Aizawa, é um japonês que deixou sua cidade natal, Yokohama, 13 anos atrás para morar na Califórnia em busca de boas ondas. Porém, cansado das águas frias da Califa, procurou um lugar com mar quente e bom para o surfe o ano todo, e foi parar na Costa Rica. Lá, começou primeiro com um serviço de catering e, há 3 anos, abriu o Arigato, na parte mais movimentada da principal rua de Jaco.

O restaurante funciona apenas no jantar, para que o dono e todos seus funcionários possam surfar de manhã. Isso faz parte da filosofia de Rudy, que faz questão de ter funcionários felizes e motivados e ajuda a criar a ótima vibe do local.

A filosofia de trabalho do Arigato dá um toque especial ao serviço, ao ambiente e à comida
A filosofia de trabalho do Arigato dá um toque especial ao serviço, ao ambiente e à comida

 

Dentre o vasto cardápio, a melhor pedida foi o Jaco Roll, criado pelo próprio Rudy, misturando sabores da cozinha japonesa com ingredientes locais da Costa Rica. Leva salmão, abacate, banana-da-terra madura, cream cheese e pepino. Para acompanhar, vai muito bem uma gelada cerveja Saporo, japonesa – ou mesmo a ótima Imperial, produção 100% costa-riquenha.

O Jaco Roll, a especialidade da casa, é uma mistura de ingredientes costa-riquenhos e japoneses
O Jaco Roll, a especialidade da casa, é uma mistura de ingredientes costa-riquenhos e japoneses

 

Bakery Pastry Bistro, na Playa Carmen

A região de Mal Pais e Santa Teresa é uma das mais remotas e também mais bonitas da Costa Rica. Uma viagem de cinco horas, sendo uma delas em um ferry boat, atravessam a Península de Puntarenas até chegar no ponto mais a oeste do país.

De acordo com a revista Forbes, Mal Pais está entre as 10 praias mais bonitas do mundo e celebridades como Gisele Bündchen tem casa por lá. Com areias e águas claras , praia deserta e muita natureza, a região lembra o Nordeste do Brasil também pela quantidade de estrangeiros que se mudaram para o local.

Desses, três belgas e três israelenses se juntaram há 6 anos para abrir o Bakery Pastry Bistro (na foto ao alto). Essa pequena e charmosa casa serve, do café da manhã ao jantar, pratos muito bem elaborados e deliciosos. Com receitas delicadas que os três sócios de Israel buscam em constantes viagens e cursos ao próprio país natal e à Europa, fica difícil escolher entre tantas opções no cardápio. O ideal é fazer várias visitas ao bistrô durante a estadia por lá.

O Bakery Pastry Bistro tem uma grande variedade de pratos que valem várias visitas ao local
O Bakery Pastry Bistro tem uma grande variedade de pratos que valem várias visitas ao local

 

O destaque é o café da manhã, em especial as panquecas recheadas com fruta, ou o waffle crocante e leve, também guarnecido de salada de frutas. Outras especialidades são os croissants e o cheesecake de maracujá. Mas ali, até o simples café com leite também é maravilhoso.

Os pratos do Bakery Pastri Bistro são frutos de pesquisas feitas pelos 3 donos em Israel e na Europa
Os pratos do Bakery Pastry Bistro são frutos de pesquisas feitas pelos 3 donos em Israel e na Europa

 Colaborou: Flávia Monzillo
Imagens: Mario Manzoli

Quer mais dicas da Costa Rica? Pergunte para a gente!

 

Serendipity

Serendipity 3: cardápio para se divertir e se esbaldar

Se você estiver em Nova York e quiser comer em um lugar bacana, eu tenho uma sugestão ótima: Serendipity 3. Em português, “Serendipity” significa uma feliz coincidência. É um perfeito restaurantezinho que não é tão pequeno assim.

Ele é famoso pelo seu Frozen Hot Chocolate (na foto acima) – parece brincadeira mas não é – e pela sobremesa de mil dólares. O primeiro é um milk-shake com um gostinho especial. Já a sobremesa milionária, que leva o nome Golden Opulence Sunday, é feita com ingredientes raros, frutas exóticas e cobertura de folhas comestíveis de ouro. E tem de ser pedida com 48 horas de antecedência!

O Golden Opulence Sunday é feito com ingredientes raros e  folhas comestíveis de ouro
O Golden Opulence Sunday é feito com ingredientes raros e folhas comestíveis de ouro

 

É difícil conseguir uma reserva no Serendipity 3,  mas vale a pena. Se não reservar, então, é praticamente impossível. Eu estive lá durante o verão com uma amiga e pedimos hambúrguer. Se você quiser algo diferente, o menu é bem servido de sopas, sanduíches, saladas, massas, peixes, crepes e omeletes. Também tomamos dois Frozen Hot Chocolate, um original e o outro de caramelo. Outras opções são abacaxi e limão, café, morango, coco com laranja etc.

Não gosto muito de sorvete, mas adorei o Frozen, especialmente o de caramelo. Os hambúrgueres também estavam gostosos e nós nos sentimos muito confortáveis com a decoração clássica. O restaurante está localizado em um lugar ideal: pertinho do Dylan’s Candy Bar, outro lugar que eu adoro em Nova York, um paraíso para quem ama doces. É uma loja divertida, colorida, tem cafeteria, sorveteria e espaço para fazer festas de aniversário.

O Serendipity 3 é muito gostoso se você busca comfort food. Um lugar simples, mas que ao mesmo tempo faz você sentir que está tomando chá no país das maravilhas.

E também tem sua própria lojinha. Lá você pode encontrar livros de receita, docinhos, bijuterias, perfumes e lembrancinhas.

 

O tradicional restaurante também tem uma lojinha
O tradicional restaurante também tem uma lojinha

 

Comente e confesse: você pagaria US$ 1 mil por uma sobremesa?

Imagens: Divulgação

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5 lugares imperdíveis para comer em Buenos Aires

Carne, tango e doce de leite. Se essas fossem as únicas palavras para uma charada de destino de viagem, aposto que você diria “Buenos Aires, óbvio!”. Exatamente. “Óbvio”, bem óbvio. Nas sugestões a seguir, não pense que a proposta é fugir dessas delícias portenhas. A ideia é seguir para cantinhos que fogem do circuito turistão e explorar uma gastronomia tão local quanto saborosa.

1. Desnível
Se você não se programar para ir até o Desnível quando estiver passeando pela região de San Telmo, vai por mim: ele vai passar despercebido. A não ser que você tenha o olhar além do alcance e perceba que, por trás da fachada poluída existe uma das carnes mais macias e suculentas que você poderá experimentar na vida. O que era um lugar para almoço somente dos locais, com porções muito bem servidas e no ponto certo para o gosto dos argentinos, já há algum tempo se tornou um ponto disputado e bastante lotado. Se você é do tipo engomadinho, deixe a frescura de lado e entregue-se para o charme desse restaurante pé-sujo de preços amigáveis. E se você for do tipo de turista que não quer topar com turista, chegou tarde, o lugar acabou sendo ‘descoberto’. Não implica, vai. Dica: muitos pratos são bem servidos e, se a fome não for de leão, divida!

2. Dadá Bistrô
Um casal de amigos muito queridos – e exigentes – foi quem me soprou esse lugar. “O Dadá fica em uma ruela estreita do centro comercial, a poucas quadras da praça San Martin. Tem decoração de inspiração francesa e dadaísta. É bem descolado, mas pequeno, por isso, é legal reservar antes.” E foi com essa descrição que passei uma noite de ventinho frio de agosto na companhia de duas amigas, além de algumas garrafas de vinho e o ‘lomo Dadá’ (um medalhão com gratin de batatas). Algum tempo depois, descobri que esse lugar é citado regularmente como um dos preferidos dos portenhos. Faz todo o sentido.

3. Il Ballo del Mattone
Essa trattoria conseguiu um feito: unir em um único espaço o aconchego da nonna sem espantar jovens modernos. Em outras palavras, o Il Ballo conseguiu fazer de uma cantina um espaço em que o kitsch e a cafonice se transformassem em sinônimos para pop e cool. Tudo isso sem deixar cair a bola, em nenhum momento, da boa comida italiana de pegada caseira. Ok, mas você pode estar pensando: “Estou farto de hipsters e não estou nem aí para ambientes moderninhos. Quero apenas ir a um lugar tranquilo comer uma bela macarronada ou uma pizza bem-feita”. Pronto. É por isso que eu gostei tanto dessa cantina, porque, não se esqueça, em coração de mamma italiana cabe todo tipo de gente (e bolso!). Vai lá.

Il Ballo del Mattone é uma animada cantina italiana
Il Ballo del Mattone é uma animada cantina italiana

 

4. Milion
Não vou me esquecer jamais da noite em que passamos sentadas no balcão do bar, provando tantas e diversas invenções do bartender – algumas por conta da casa. O antigo casarão transformado em bar e restaurante é desses lugares que estimulam os sentidos, sobretudo, a visão e o paladar. O casarão lindo-de-morrer tem muitos ângulos para fotos incríveis – tente fazer uma do caracol (bem, o formato é mais quadrangular) da escada, uma selfie no bar com o quadro emblemático ao fundo ou ainda uma da escadaria de mármore que dá para o quintal, onde fica o fumódromo ao ar livre. Para todo o lado, o que se vê é beleza arquitetônica do passado e um ar de luxúria aos sortudos que estão ali. No primeiro andar, desfrute de uma cozinha internacional argentina, especialmente quando você já estiver cansado dos cortes de carne da cidade; e, no segundo, delicie-se com seja lá o que o bartender da ocasião sugerir. Você não vai se arrepender.

5. Oui Oui
Palermo é um dos meus bairros favoritos e tem um aspecto familiar para mim quando penso em lugares como Vila Madalena, em São Paulo, ou Marais, em Paris. Tomar um café da manhã ou um brunch no começo da tarde são boas opções para se ter essa experiência portenha nesse café meio boulangerie de inspiração francesa (na foto), seja na companhia de amigos ou de um livro. As omeletes com saladas são deliciosas, sem contar as sobremesas e pães de todos os tipos. Eu acho inspirador, charmoso e um desses lugares em que dá até para você ficar trabalhando no computador, tomando um suco ou um café. Experimente.

Seguiu o roteiro? Conte-nos o que achou!

 Imagens: Divulgação

shake shack

5 bons hambúrgueres de Nova York

Diz a lenda que, em 1900, um cliente entrou no Louis’ Lunch, uma lanchonete em New Haven, Connecticut, e pediu um filé. Louis Lassen, o dono, descobriu que os filés tinham acabado, mas não se apertou: pegou uns restos de carne, moeu, moldou em forma de bife, grelhou e serviu ao cliente. “Et voilá!”, como diriam os franceses — apesar de que, neste caso, deve-se agradecer mesmo aos alemães, que alguns anos depois batizaram o prato em homenagem a Hamburgo, a segunda maior cidade da Alemanha. (Esta versão dos fatos é a oficialmente reconhecida pela Biblioteca do Congresso americano. Então, para todos os efeitos, é a verdade).

Viajar para Nova York geralmente significa saborear pelo menos uma vez este exemplo definitivo da culinária norte-americana em algum ponto da viagem. Aqui pode-se encontrar um lugar para comer um hambúrguer praticamente em cada quadra, e, ainda que um hambúrguer seja apenas um bife de carne moída entre 2 fatias de pão, ele pode assumir diversas receitas e sabores.

Qual é o melhor hambúrguer de Nova York, então? Esta é uma pergunta que me fazem de tempos em tempos, e para a qual sinceramente não tenho resposta definitiva. Acho que é uma questão de gosto, e o meu preferido pode não ser o seu. Por outro lado, eu não quero que você venha pra cá e não saiba nem por onde começar. Então aí vão algumas sugestões de hambúrgueres diversos e muito bons:

P.J. Clarke’s
Um dos mais tradicionais da cidade, fundado em 1884 (!). Três endereços em Manhattan, mais filiais pelos EUA e em São Paulo! Serviço cortês, hambúrguer honesto, preços idem. O menu inclui várias outras opções, mas, sinceramente, ir até o PJ’s e comer salmão é quase um sacrilégio! Eu sempre peço o cheeseburguer com molho bearnaise.

Jackson Hole Wyoming
Casa dos hambúrgueres gigantes, são 200g de carne. Existe em sete endereços em Manhattan. Já foi um dos meus preferidos, mas ultimamente acho um desperdício porque não consigo comer inteiro. Se você espiar a cozinha, verá as bolinhas de carne moída crua preparadas em uma prateleira. Ao serem jogadas com força na chapa, adquirem o formato achatado.

Shake Shack
Começou como um carrinho, dez anos atrás, e virou uma verdadeira mania nova-iorquina. Parte do grupo do restaurateur Danny Meyer (que entre outros, é proprietários dos restaurantes do MoMA), tem seis outros endereços em NY e várias filiais pelo mundo afora. Invariavelmente você vai pegar fila, pois os preços são excelentes (US$ 4.75 pelo cheese salada) e é self-service. Hambúrguer gostoso, e eu também recomendo a cerveja da casa, produzida aqui no Brooklyn.

db Bistro Moderne
Este é um bistrôzinho da rede de restaurantes de Daniel Boulud, um dos mais celebrados chefs de NY. Hambúrguer “com frescura”, e preço de acordo: o bife é uma mistura de alcatra e costela desfiada e, ao invés de tomate e alface, vem com foie gras e trufas negras. Custa o mesmo que uma boa refeição (US$ 32), mas se couber no seu orçamento, eu recomendo.

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J. G. Melon
O meu favorito. Ocupa a mesma esquina no Upper East Side desde 1972, mas parece bem mais antigo. Pequeno, com umas 10 ou 12 mesas e um balcão na entrada, e só aceita cash. Se você se sentar na mesa bem ao meio no fundo, verá uma foto na parede exatamente da mesma mesa, com o Dustin Hoffmann e a Meryl Streep em cena de Kramer vs. Kramer.
O hambúrguer é excelente, e as batatas “da casa” (cottage fries), cortadas em cubinhos, são uma delícia. Se você só tiver uma noite para comer hambúrguer em Nova York, esta é a pedida!

Qual o seu hambúrguer preferido em Nova York? Comente aí!

Imagens: Divulgação

Canela, pistache, e pêssego

Tudo na vida deveria ser como um gelato da Grom

O gelato é um símbolo do estilo de vida italiano. Remete imediatamente ao prazer, a uma tarde de dolce far niente e até à sensualidade típica da Itália.

Descobrir as melhores gelaterias é uma tarefa a que muitos viajantes se propõem. A sorveteria que vai povoar suas lembranças da viagem pode estar em meio ao bochicho da Piazza Navona, em Roma, numa tranquila curva do Lago di Como, ou ela pode ser a Grom.

A Grom já virou grife, é verdade. Está em toda Itália e foi exportada para Nova York, Tóquio e Paris. Não é mais aquele lugar secreto, escondidinho. Mas continua tão artesanal e fiel a sua filosofia que é impossível não se deixar arrebatar por seus sabores – que são sensacionais.

A Grom de Siena, na Toscana
A Grom de Siena, na Toscana

A proposta da rede é bem definida: a melhor matéria-prima, esteja ela onde estiver. Então, o café é trazido da Guatemala; o chocolate, da Venezuela; o limão, da Sicília. Eles até mesmo compraram uma fazenda para cultivar as próprias frutas, como damasco, figo, melão e morango. O leite, as frutas e os ovos são orgânicos. E eles são radicais: só frutas da estação na vitrine das lojas. Portanto, não adianta pedir um sorvete de pêssego no inverno, nem de grapefruit no alto verão. Você não vai encontrar. Nem precisa dizer que conservantes e corantes passam bem longe.

Se não bastasse, eles são supersustentáveis: plásticos e papéis usados nas gelaterias foram substituídos por materiais completamente biodegradáveis e certificados. Tem como não ser fã?

Opine aí! Qual a melhor sorveteria da Itália para você?

Imagens: Robyn LeeRichard, enjoy my life!/Creative Commons